Caruaru é todo São João

Mais de 40 apresentações culturais aquecem o feriado na Capital do Forró

 

O dia 24 de junho será de muita festa, tradição e atrações que prometem agradar todos os públicos. Serão mais de 40 atrações culturais distribuídas por onze polos. O forró começa, às 10h, no Polo Mestre Vitalino, no Alto do Moura, com shows de Juninho Fole de Ouro com Trio Fole de Ouro, Pinga Fogo, Lula Viegas, Jailson Rosseti, Adiel Luna e Azulinho. Na Estação Ferroviária, o Polo Infantil recebe, a partir das 17h, a Cia. Agora Eu Era com o espetáculo “Viva São João do Carneirinho”, na sequência tem show de Vyni Amorim. Às 20h, tem a final do Concurso de Quadrilhas, no Polo das Quadrilhas. Ainda na Estação, haverá apresentações na Casa do ForróPolo do Repente Polo Juarez Santiago. Às 18h, o Boi Turino, Reisado do Alto do Moura e Mazurca Pé Quente do Alto do Moura se apresentam no Polo Mestre Galdino, no Alto do Moura.

 

Para quem busca uma noite de São João diferenciada, a pedida é o Polo Azulão, que receberá Maria da Paz, Rogéria, Mozart Vieira, Banda Zé do Estado e o cantor Lenine, que promete um show diferenciado para o público de Caruaru. A tradição dos festejos juninos de antigamente poderá ser encontrada no caminhão-palco do São João na Roça, a partir das 20h, que levará aos moradores da Vila do Rafael apresentações de Barra Mansa e Caetano da Ingazeira, Lucas dos Prazeres e Azulinho. Os interessados em acompanhar a festa na zona rural podem utilizar o Expresso do Forró, que segue do Caruaru Shopping aos distritos rurais onde a festa é realizada. O transporte, que é climatizado e todo decorado, conta com motorista e cobrador devidamente caracterizados e tem muito forró e comidas típicas. Para a Vila do Rafael, o valor da passagem será de R$ 12,00 (doze reais), ida e volta.

 

Também haverá muito forró pé de serra, no Polo Forró do Candeeiro, com Trio Asa Branca, Elias Guinho, Walter Lins e Forró Quentão. A principal noite de festa terá, no palco do Pátio do Forró, um misto de regionalidade com música eletrônica. A partir das 20h, apresentam-se Walmir Silva, Petrúcio Amorim, Lucy Alves e o DJ Alok, internacionalmente conhecido e vencedor de vários prêmios mundiais, inclusive o ‘Wind Music Awards’, semana passada, na Itália. O DJ promete colocar em seu repertório remixes de forrós clássicos e revisitar alguns ritmos nordestinos.

 

Sábado (24)

 

Polo Mestre Vitalino (Alto do Moura)

10h Juninho Fole de Ouro com Trio Fole de Ouro

11h30 Pinga Fogo

12h50 Lula Viegas

14h10 Adiel Luna

15h30 Jailson Rosseti

16h50 Azulinho

 

Polo Juarez Santiago (Estação Ferroviária)

20h Lucas do Acordeon

22h Trio Mandacaru

00h Trio Forró Pesado

 

Polo do Repente (Estação Ferroviária)

17h Jonas Bezerra x Severino Dionísio (repentistas)

18h Barra Mansa e Caetano da Ingazeira (emboladores)

19h Naldo Venâncio e Kleberson Oliveira (declamadores)

 

Polo Forró do Candeeiro (Parque de Eventos Luiz Gonzaga)

20h Trio Asa Branca

21h45 Elias Guinho

23h20 Walter Lins

01h Forró Quentão

 

Polo Azulão (Avenida Rui Barbosa)

20h Maria da Paz

21h10 Rogéria

22h20 Mozart Vieira

23h40 Lenine

01h Banda Zé do Estado

 

Polo Galdino (Praça do Artesão – Alto do Moura)

18h Boi Turino

19h Maracatu Alto do Moura

20h30 Trio Pedrinho do Acordeon

21h30 Mazurca Pé Quente do Alto do Moura

 

Polo das Quadrilhas (Estação Ferroviária)

20h Concurso de Quadrilhas – FINAL

 

Casa do Forró (Estação Ferroviária)

20h Roda de Forró com Valdir Santos

 

São João na Roça (Vila do Rafael)

20h Barra Mansa e Caetano da Ingazeira

21h Lucas dos Prazeres

22h20 Azulinho

 

Polo Infantil (Estação Ferroviária)

17h Cia. Agora Eu Era com “Viva São João do Carneirinho”

18h Show: Vyni Amorim

 

Pátio do Forró (Parque de Eventos Luiz Gonzaga)

20h Walmir Silva

21h Petrúcio Amorim

23h30 Lucy Alves

01h30 DJ Alok

 

 

Walmir Silva – Completou 50 anos de carreira em 2016. Caruaruense que foi criado no Bairro do Alto do Moura, ele é um dos representantes do coco. Além de músico, Walmir é artesão e produtor musical. O artista já cantou ao lado de Gilberto Gil, Julio Iglesias e Madonna. Em turnê nos Estados Unidos, cantou para familiares de Michael Jackson e Yoko Onno, viúva de John Lennon. Ao todo, ele gravou mais de 35 trabalhos, entre LPs, CDs e DVDs.

Contato: (81) 99813-5494

 

Petrúcio Amorim – Caruaruense do bairro do Vassoural, Petrúcio é um dos nomes mais importantes da música da cidade. Aos 12 anos, já sonhava tocar suas músicas nas emissoras locais. O cantor já lançou 12 discos, que passeiam pelo forró tradicional. Petrúcio passou seis anos na Aeronáutica. Entre os sucessos, estão “Confidências”, “Devagar”, “Nem olhou pra mim”, “Tareco e Mariola” e “Meu Cenário”.

Contato: (81) 99912-2203.

 

Lucy Alves – A paraibana multi-instrumentista foi finalista do The Voice Brasil e já integrou um grupo de forró formado apenas por mulheres, o Clã Brasil. A carreira solo começou após o reality show da Rede Globo, em 2013. Atualmente, além de cantar, a cantora se dedica à carreira de atriz. Lucy estreou na novela Velho Chico, com a personagem Luzia. Ela também está escalada para a próxima novela das 18h da Globo.

Contato: (83) 99985-1652// (21)3439.3641.

 

DJ Alok – Nascido no Distrito Federal, ainda muito jovem já acompanhava os pais, também DJs, pelos diversos festivais que nasciam e se consolidavam na cena brasileira. Aos 12 anos, começou a brincar com seu novo videogame: um par de CDJ’s e um mixer. Um novo ciclo se iniciava. Atualmente, após dez anos do início de sua jornada, Alok produz suas próprias faixas musicais, que mesclam uma pegada mais pesada originária do techno com o groove da house music.

Contato: (11) 5181-4435// (14) 99754-0271.

Para acessar as fotos do São João em alta resolução, acessar: https://www.flickr.com/photos/prefcaruaru
Outras informações sobre o São João: saojoao.caruaru.pe.gov.br

São João Caruaru 2017

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O CHALÉ DO PRATA

O Chalé do Prata tem a sua história diretamente relacionada à implantação do serviço de abastecimento de água no Recife, no século XIX. A cidade figurava como uma das mais importantes do Império, sendo o seu porto o primeiro ponto geográfico de ligação do continente americano com a Europa, mas, ainda não dispunha de serviços básicos como abastecimento de água tratada e rede de esgotos.
Os seus habitantes consumiam água de cacimbas e de poço ou mandavam buscá-la no Monteiro ou em Beberibe, de onde era transportada por escravos em canoas. Isso ocorria porque os dois rios que banhavam a cidade do Recife eram invadidos pelo mar até duas léguas acima de sua foz, tornando as águas impróprias para beber e cozinhar.
Na maior parte do tempo, o istmo que ligava o Recife a Olinda e um varadouro de pedras, situado mais ao sul, protegiam o rio Beberibe da invasão do mar. Nas suas proximidades, estabeleceu-se um porto para as canoas que transportavam as águas. Mas, elas eram desprovidas de higiene, originando muitos protestos. O aumento da população ribeirinha também tornava o rio cada vez mais poluído e a água insuficiente para atender a demanda.
Na primeira metade do século XIX, o Recife experimentou uma fase de grande crescimento e modernização, após a Abertura dos Portos às Nações Amigas, quando os comerciantes brasileiros passaram a negociar diretamente com outros países, principalmente a Inglaterra. Esse crescimento urbano evidenciou a necessidade de organizar um sistema de abastecimento de água para a cidade.
A Companhia do Beberibe foi formada em 1838, por Bento José Fernandes,
Francisco Sérgio de Matos e Manuel Coelho Cintra. Uma das cláusulas do contrato recomendava que as águas destinadas ao abastecimento do Recife deveriam ser extraídas do rio Beberibe. No entanto, modificações posteriores no contrato possibilitaram que a Companhia extraísse água de onde lhe conviesse, desde que fosse de boa qualidade.
Entre os vários projetos apresentados para a implantação do serviço de abastecimento de água para o Recife, foi escolhido pela Companhia o Memória e Projeto sobre o Encanamento de Águas Potáveis para a Cidade do Recife, organizado pelos engenheiros Jacob de Niemeyer e Pedro de Alcântara Bellegarde e, entre os mananciais, o que apresentou melhores condições foi o açude do Prata.
O açude do Prata é formado pelas águas do riacho do Prata, que nasce a 12 km ao NO do Recife. O manancial do Prata foi indicado pela Companhia em função da sua altitude, situado a dez metros acima dos pontos mais altos da cidade do Recife; da qualidade de suas águas sempre cristalinas e puras; além da regularidade de seu volume, que proporcionava cerca de 4.000 metros cúbicos de água por segundo.
A Companhia Beberibe a  cidade por meio de uma linha de encanamento que ligava o açude do Prata a uma caixa de água, no bairro da Boa Vista. A água chegava à cidade, onde era distribuída por um sistema de chafarizes. Neles, a água era comercializada ao custo de 20 réis, o balde de trinta litros, e era transportada para as casas por escravos. Os chafarizes localizavam-se na Praça da Boa Vista, na subida da Ponte da Boa Vista, no Pátio do Carmo, no Pátio do Paraíso, na Ribeira, no Passeio Público, na Trempe (encontro da atual Rua Barão de São Borja com a Rua da Soledade) e na Soledade.
No início do século XX, a Companhia do Beberibe já não conseguia suprir a demanda de abastecimento de água do Recife. Além disso, em 1911, descobriu-se o funcionamento clandestino de um sifão, que transportava águas pantanosas de um manancial impróprio para outro em boas condições, com o intuito de aumentar o seu volume, sendo aberto à noite e fechado na manhã seguinte.
Estas questões levaram o governo do Estado a incorporar a Companhia do Beberibe à Diretoria de Viação e Obras Públicas e à Comissão de Saneamento, no ano de 1912. Desse modo, foi extinto o órgão que durante mais de sessenta anos foi o responsável pelo abastecimento de água na cidade.
O Chalé do Prata, edificado no ano de 1865 pela Companhia do Beberibe,  também está relacionado ao imaginário dos recifenses através de uma das mais famosas histórias de assombração do Recife. Dizem que o lugar é habitado por Branca Dias, uma rica senhora de engenho, que foi denunciada ao Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) por ser adepta do Judaísmo.
Ao receber ordem de prisão, ela teria jogado sua baixela de prata nas águas do açude, o que daria origem à denominação do local. Também existe a crença de que Branca Dias foi queimada na fogueira em Portugal, embora estivesse falecida, na época da chegada da Inquisição a Pernambuco.
Em 2014, a área onde estão localizados o Açude e o Chalé do Prata foi repassada ao Parque de Dois Irmãos, vinculado ao Governo do Estado, por meio de um Termo de Compromisso de Alienação Não Onerosa, assinado por representantes da Compesa. O documento firmou o compromisso de que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e o Parque de Dois Irmãos executem, com acompanhamento técnico da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe, as obras de modernização na área de preservação ambiental, na qual se situa o manancial do Açude do Prata.
O Chalé já teve seu projeto de restauração aprovado pela Fundarpe. Depois de restaurado, será aberto ao público e terá uso permanente, funcionando como sede administrativa da unidade de conservação de 1.161 hectares. Também haverá uma área para exposições e atividades de educação ambiental e a área em torno será cercada para evitar invasões.
É importante registrar a necessidade de proteção do patrimônio arquitetônico do Chalé e ambiental do local como todo, que é também uma reserva de mata atlântica e um manancial hídrico que contribui com o abastecimento de água para cerca de 200 mil recifenses.
Fontes:
CARVALHO, Marcus. J. M. de. Liberdade: rotinas e rupturas do escravismo no Recife, 1822-1850. Recife: Ed. Universitária da UFPE. 2002.
FREITAS, Octávio de. Medicina e costumes do Recife Antigo. Imprensa Industrial. 1943.
GASPAR, Lúcia. Companhia do Beberibe, Recife. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>. Acessado em 13/04/2017.
MINISTÉRIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO. Obras de restauro do Chalé do Prata devem ser iniciadas imediatamente. Recife, 2014. Disponível em:
CAMPOS. Hernani Loebler. O rio Beberibe e sua importância […] Uma perspectiva histórica. Clio – Série Revista de Pesquisa Histórica – N. 26-1, 2008. Disponível em:
JUCÁ, Joselice V. Uma companhia urbana de Pernambuco no século XIX: a do Beberibe. Ci. & Tróp., Recife, 3(1); 25-39, Jan./Jun. 1975. Disponível em:
file:///C:/Documents%20and%20Settings/VillaDigital/Meus%20documentos/Downloads/146-414-1-PB.pdf
RODRIGUES. Lou Neves Baptista. Engenhos de Pernambuco. Disponível em:

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Junho é o mês de algumas das festas populares…

Villa Digital – Fundação Joaquim Nabuco
Junho é o mês de algumas das festas populares mais importantes do País – sobretudo no Nordeste, onde as festividades têm uma presença mais forte.A culinária, as quadrilhas e as fogueiras são alguns elementos típicos desse período e que não podem faltar em uma tradicional festa junina.
Além desses elementos, “Nas primeiras décadas do século XX, a figura do matuto emergiu na Imprensa como a representação máxima dos festejos juninos na cidade, motivada pelos discursos de criação de uma identidade regional, pautada nos símbolos rurais, nas memórias preservadas(…)”*

Para saber mais sobre as festas juninas, acesse aqui: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php…

 

Nenhum texto alternativo automático disponível.

(A imagem é do periódico ‘A Pilheria’, que faz parte da nossa coleção de obras raras do Centro de Documentação do Cehibra/Fundaj.)

*SANTOS, Mário Ribeiro dos. Noites festivas de junho : histórias e representações do São João no Recife (1910-1970). Tese (Doutorado em História) – UFPE, 2015
Disponível em :http://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/15448

 

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