Socioeducandos do Case Timbaúba aprendem a produzir plantas ornamentais

Realizada por meio de parceria entre a Funase e o Senar-PE, oficina buscou oferecer oportunidades de profissionalização e diversificação de renda

 

No Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Timbaúba, na Mata Norte de Pernambuco, adolescentes participaram, nesta semana, de uma atividade que aliou a ressignificação de espaços e o contato com o meio ambiente. Durante a oficina de plantas ornamentais, os internos produziram 27 terrários, minijardins montados em vasos de vidro. A iniciativa foi realizada por meio de uma parceria entre a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), que administra a unidade, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PE), que realiza cursos, oficinas e treinamentos em centros socioeducativos de todo o Estado.

Ao todo, 12 socioeducandos foram inseridos na oficina. O grupo pôde produzir arranjos de cactos, suculentas e outras plantas ao longo de dois dias. A mesma unidade da Funase já havia recebido outra ação com o mesmo mote em 2018, por meio da parceria com o Senar-PE. Na ocasião, durante o curso de Artesanato em Material Reciclável, os adolescentes aprenderam a produzir brinquedos, objetos decorativos, borboletas ornamentais e mamulengos a partir de objetos que seriam destinados ao lixo. Assim como aquele trabalho, a oficina de produção de plantas ornamentais busca oferecer oportunidade de qualificação profissional e uma possibilidade de diversificação de renda para os socioeducandos, que poderão colocar o conteúdo em prática quando saírem da Funase.

 

Segundo o coordenador do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase, Normando Albuquerque, uma das missões da instituição, com apoio de parceiros externos, é mostrar aos adolescentes possibilidades de projetos de vida diferentes das que eles tinham antes da medida socioeducativa. “Temos um cuidado muito grande em buscar atividades que proporcionem o desenvolvimento das múltiplas inteligências. Ensinar a cuidar e aprender a cuidar, não há nada mais socioeducativo do que isso”, diz.

 

Para a coordenadora técnica do Case Timbaúba, Karolyne Bezerra, o envolvimento dos socioeducandos participantes na oficina mostrou o acerto da realização da atividade no local. “Eles se mostraram muito motivados e empenhados durante toda a oficina, o que é muito importante para o sucesso da ação, enquanto atividade pedagógica. O resultado ficou muito acima do esperado”, avalia.

 

Foto: Alexandro Pereira/Funase/Divulgação

Imprensa Funase

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Decoração – Cidade começa a se ‘vestir’ para a folia

A Cidade irá ganhar pórticos em todas as pontes que ligam a cidade ao Bairro do Recife e estruturas ganharão volumetria em 3D

 

Uma atmosfera multicolorida, inclusiva e onde o folião e as manifestações momescas são o centro das atenções. Esse será o tom da decoração do Carnaval do Recife 2019, cujo projeto ganha, pela primeira vez, a assinatura da equipe da própria Prefeitura da Cidade do Recife (PCR). O desafio coloca os brincantes no centro das atenções. Afinal, é para a população que a cidade se veste e se dedica durante os festejos carnavalescos. A decoração já começou a ser instalada e pode ser conferida na ponte Buarque de Macedo.

A mudança acontece após a decisão do arquiteto Carlos Augusto Lira de encerrar o seu ciclo de mais de uma década de bons serviços prestados à cidade do Recife na elaboração do projeto de decoração do Carnaval para ceder espaço aos jovens talentos do Design local. A missão foi assumida pela Gerência Geral de Arquitetura e Engenharia da Fundação de Cultura Cidade do Recife, que traz a expertise da decoração de toda a cidade nos festivais e demais ciclos, e da Diretoria Executiva de Comunicação Institucional, que traz um time de designers para ‘vestir‘ a capital do Nordeste para os festejos de Momo.

O projeto cenográfico ficou a encargo das arquitetas Fabiana Ramalho e Cynthia Lebsa, da Gerência Geral de Arquitetura e Engenharia da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Para vestir a cidade e dar o tom da festa, a equipe de designers da Diretoria Executiva de Publicidade Institucional foi encabeçada por Carlos Moura, Alberto Saulo, Alyson Carneiro, Ricardo Mafra e Leocádio Neto. Juntos, mergulharam a fundo nas cores e nas pessoas que fazem da cidade o verdadeiro e maior Carnaval de rua do Brasil. A irreverência do folião e um Carnaval verdadeiramente democrático e liricamente subversivo deram o molho às padronagens que irão vestir o Bairro do Recife.

O desafio proposto à equipe chega após bem-sucedidos projetos de assinatura da decoração do São João e de festivais da capital pernambucana em 2018, além do projeto de comunicação visual da praça Nelson Ferreira, que fica situada à Avenida Mário Melo. Inaugurada há um ano, o espaço também ganhou um projeto de comunicação visual criado pela equipe e na qual as cores quentes e a diversidade de texturas ornamentam o espaço. Parte desse universo permeou o projeto do Carnaval 2019.

Entre as novidades, todas as pontes de acesso ao Bairro do Recife ganharão pórticos com volumentria e cada ponte será dedicada a uma das sonoridades que fazem o caldeirão de ritmos da maior festa do Recife. Assim, a ponte Giratória ganha as inspirações do Manguebeat, a Maurício de Nassau será dedicada ao Frevo, a Ponte do Limoeiro será dedicada às manifestações de cunho afro-religioso como Afoxés e Maracatus e a ponte Buarque de Macedo será dedicada ao Samba, que entra pela primeira vez como elemento da decoração do Carnaval e é o protagonista dos festejos de 2019.

No processo criativo, a equipe se debruçou sobre os personagens que comandam os festejos através de pesquisas de registros fotográficos de Carnavais precedentes e criou uma cartela de mais de 40 identidades festivas que contemplam as mais variadas personas inspirados em brincantes reais: assim, o ‘Carnaval de Todos’ terá Bruna Empoderada, Luziano Unicórnio de Luz, Edmundo Havaiano, Tata Palhaça, e até mesmo Dinho Presença, este último inspirado nos foliões que descolorem as madeixas para ganhar as ruas – e o mundo – durante os quatro dias de festa. Pessoas com deficiência, de todas as cores e matizes, mulheres grávidas, famílias, homens travestidos de mulher, sambistas, bailarinas de afoxé, La Ursa e as demais manifestações estão todas presentes nesse festival de representatividade que confere pertencimento ao folião do Recife e dos Turistas, também presentes neste festim da alegria.

Para o projeto cenográfico, Fabiana e Cynthia inovam ao retirar os elementos de chão e colocar enfoque na decoração aérea. A medida visa otimizar o fluxo dos brincantes  e enriquecer o olhar com elementos em suspensão: todas as principais ruas do bairro do Recife receberão cordões e fitas, além de Banners com personagens da festa especialmente criados pela equipe de designers. As árvores, por sua vez, receberão iluminação paisagística com a paleta de cores da sobrinha de frevo. Assim, a Rio Branco virá com amarelo; a Marquês de Olinda ganha o tom vermelho, a Rua da Moeda e o Cais da Alfândega virão com o verde e a Rua do Bom Jesus e a Praça do Arsenal receberão tons azuis.

No bairro também haverá nove totens de sinalização com as informações acerca da localização e dos polos da festa para orientação dos foliões. Como novidade, eles terão instalados ao lado de cada um canhões de luz apontando para o céu da cidade, facilitando a circulação dos pedestres e otimizando o fluxo de quem está na festa. A decoração começará a ser instalada a partir de 11 de fevereiro.

Decoração engajada – No carnaval, a Prefeitura do Recife também reforça as campanhas de enfrentamento ao assédio contra as mulheres. Frases como “não é não”, “o corpo é meu” e “violência contra a mulher não cabe nessa folia” são alguns elementos que fazem parte dos personagens momescos, nas mais diversas peças.  O combate à violência de gênero está inserido em todas as grandes festas populares realizadas pela gestão municipal. A ação é uma parceria da Comunicação Institucional, Gabinete de Imprensa e Secretaria da Mulher do Recife.

Décor interativa

A Prefeitura do Recife inova na decoração do Carnaval 2019 com a instalação de painéis interativos que serão instalados em cada uma das pontes que dão acesso ao Bairro do Recife: Limoeiro, Maurício de Nassau, Buarque de Macedo e Ponte Giratória. Ao logo do percurso que leva os brincantes para o coração da Folia, haverá mais de uma dezena de peças cenográficas com os múltiplos personagens que estarão no foco da decoração, inspirada no folião e no amor pelos festejos momescos.

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Todas as informações estão disponíveis em carnavalrecife.com ou APP Carnaval Recife 2019. Imagens de livre uso para a imprensa estão disponíveis em https://flickr.com/photos/prefeituradorecife/

Email – carnaval.imprensa@recife.pe.gov.br

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Brasil e a insegurança jurídica

 
*Por Paulo Akiyama
Temos lido, ouvido e assistido a vários comentários sobre enfrentarmos momentos de insegurança jurídica. Você já se perguntou a que isto se refere? o que pode lhe afetar diretamente?

Portanto, vamos dar um exemplo muito simples. Em 2016, foi editada a Lei nº 13.254 que regulamentou a repatriação e regularização de recursos no exterior. Devendo o contribuinte pagar 15% de imposto e 15% de multa sobre o valor declarado em uma única parcela, não necessitando apresentar a origem dos recursos, apenas declarar que eram lícitos. Em 2017, foi reeditada esta lei com o nº 13.428, com o mesmo teor.

O principal objetivo do governo era arrecadação e apresentar a oportunidade de regularização ou repatriação de recursos, bens ou direitos de origem licita, não declarados ou declarados incorretamente, mantidos ou remetidos ao exterior bem como que tenham sido repatriados irregularmente.

Havia certas condições para este benefício, não participariam deste programa os condenados em ação penal, ocupantes de cargos, empregos ou funções públicas de diretivas ou mesmo eletivas, bem como seus cônjuges e parentes consanguíneos até o segundo grau.

O programa previa a declaração voluntária destes bens, direitos e valores por meio de declaração específica junto à Receita Federal, informando o Banco Central, descrevendo os bens, direitos e recursos com o valor equivalente em reais, tendo sito a taxa de conversão também pré-estabelecida.

As duas leis, não contemplavam em seus textos, exigir a comprovação da origem lícita dos bens, direitos e recursos, bastando o declarante afirmar que eram de origem lícita. Nem mesmo na regulamentação do BACEN havia qualquer exigência, pois seguiam rigorosamente a lei publicada.

O ônus da prova de que as declarações de licitude eram inverídicas, caberia a Receita Federal. Não conseguindo a Receita Federal comprovar a ilicitude dos recursos, bens e direitos, não haveria qualquer criminalização.

A partir deste ano (2019) a Receita Federal deu inicio a notificar contribuintes que aderiram ao plano de repatriação, denominado RERCT – Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária, para que comprovem a origem dos seus ativos declarados.

Mais uma vez aplicou-se um golpe a população, com medidas arbitrárias e contrárias a lei que a regulamentou. Simplesmente o Governo Federal arrecadou mais de 174 bilhões de reais com estas declarações, dinheiro importante para os cofres públicos que se encontram deficitários há anos.

É possível a Receita Federal ser arbitrária a tal ponto?

Certamente a resposta é que esta prática arbitrária além de ser TOTALMENTE DESLEAL, fere os princípios básicos do direito.

Fica assim a mensagem ao povo brasileiro. Estamos vivendo momentos de total insegurança jurídica, que nos leva a pensar que, mesmo havendo lei, mesmo que regulamentado, não acredite, pois tudo muda ao gosto do freguês e de acordo com o que os governantes querem.

Este é apenas um exemplo de que, você cidadão de bem, que pagou seus impostos, muito elevados, que confiou na lei e na regulamentação, mais uma vez levou um “passa moleque”.

Vamos lutar juridicamente pelo direito e pelo cumprimento da lei.

Apenas esperamos que os estragos que a Receita Federal e mesmo o Ministério da Justiça venham a provocar com estas medidas e outras similares, não acabe mais uma vez com um povo que esta esperançoso com este novo governo, e que tem experimentado a maior crise econômica da história do país, além de tirar a única base de um país, que é a segurança jurídica.

*Paulo Eduardo Akiyama é formado em economia e em direito 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, atua com ênfase no direito empresarial e direito de família. Para mais informações acesse http://www.akiyamaadvogadosemsaopaulo.com.br/ ou ligue para (11) 3675-8600. E-mailakyama@akiyama.adv.br.

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Carolina Lara
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Skype: carol.lara

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