ACADEMIA RECIFENSE DE LETRAS

REUNIÃO, NA QUINTA-FEIRA, DA ACADEMIA RECIFENSE DE LETRAS, presidida pelo acadêmico Carlos Bezerra Cavalcanti, com Robson Silva Sampaio ,Djanira Silva, Zélia Monte Bezerra. Ariadne Quintella, Geraldo Ferraz, Antônio Neto, Telma Brilhante, Lourdes Nicácio, Leny Amorim, entre outros.

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Carlos Cavalcanti. entrega a Comenda e a Medalha da Ordem de Santelmo  do Mérito Literário ao jornalista e poeta Robson Sampaio

 

Carlos Cavalcanti. entrega a Comenda e a Medalha da Ordem de Santelmo  do Mérito Literário  ao escritor Gentil Porto.

O escritor Antônio Neto também foi agraciado.

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Imagens e Palavras – Em Prosas, Versos e Cores

DOMINGO, 23 DE ABRIL DE 2017

Pixinguinha

Clóvis Campêlo

 

Este texto visa tão somente homenagear o compositor Pixinguinha no dia do seu nascimento.
Foi no dia de hoje, Dia de São Jorge, que Alfredo da Rocha Viana Filho nasceu na cidade do Rio de Janeiro.
Segundo a Wikipédia, Pixinguinha era filho do músico Alfredo da Rocha Vianna, funcionário dos correios, flautista e que possuía uma grande coleção de partituras de choros antigos. Aprendeu música em casa, fazendo parte de uma família com vários irmãos músicos, entre eles o China (Otávio Vianna). Foi ele quem obteve o primeiro emprego para o garoto, que começou a atuar em 1912 em cabarés da Lapa e depois substituiu o flautista titular na orquestra da sala de projeção do Cine Rio Branco. Nos anos seguintes continuou atuando em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no teatro de revista.
Ainda segundo a Wikipédia, Pixinguinha integrou o famoso grupo Caxangá, com Donga e João Pernambuco. A partir deste grupo, foi formado o conjunto Oito batutas, muito ativo a partir de 1919. Na década de 1930 foi contratado como arranjador pela gravadora RCA Victor, criando arranjos celebrizados na voz de cantores como Francisco Alves ou Mário Reis. No fim da década foi substituído na função por Radamés Gnattali. Na década de 1940 passou a integrar o regional de Benedito Lacerda, passando a tocar o saxofone tenor. Algumas de suas principais obras foram registradas em parceria com o líder do conjunto, mas hoje se sabe que Benedito Lacerda não era o compositor, mas pagava pelas parcerias.
Considerado hoje como um dos maiores compositores da música popular brasileira, na sua época Pixinguinha pagou o preço da excessiva modernidade como compositor. Algumas composições suas, como Carinhoso (1916-1917) e Lamentos (1928), foram consideradas excessivamente influenciadas pelo jazz. Por sinal, essa mesma crítica, anos depois, seria feita por alguns analistas mais radicais às composições do maestro Tom Jobim. Ambos sobreviveram e conquistaram o reconhecimento merecido.
Pixinguinha faleceu no dia 17 de fevereiro de 1973, Dia de Santo Aleixo Falconieri, um dos fundadores da Ordem dos Servidores de Nossa Senhora, santo de poucos devotos no Brasil.
Aos 72 anos de idade, morreu na Igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, quando se preparava para ser padrinho de um batizado. Em várias biografias suas consultadas na internet, não conseguimos identificar quem seria o felizardo a ter Pixinguinha como padrinho de batismo.
Consta que passou os últimos anos da sua vida no bairro de Ramos, que adorava. Pinxiguinha foi enterrado no Cemitério de Inhaúma.
Ao grande compositor, nossa singela homenagem.

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Teatro da Vida (Causos) e Poesias

 

 Leva os vales – Depois de mais de 40 anos como taxista, Roberval estava aposentado. Agora, desfrutando de merecido descanso, tomava os seus aperitivos diários na orla do Pina. Bom de papo, Roberval logo ganhou a simpatia dos outros boêmios. Principalmente, num barzinho bem perto de sua casa. O dono, Juvenal, não abria a mão nem pra se coçar. Fazia questão de receber até o último tostão da clientela, embora permitisse o popular fiado. E quando algum engraçadinho não queria pagar, mostrava os valores rubricados. Roberval gozava do status dos que podiam assinar a conta e pagar depois. Só que, no mês passado, a dívida andava bastante alta e Roberval temia não poder saldá-la. Já pensava em conversar com Juvenal para parcelar em duas vezes. Mas, numa tarde de pouco movimento, três ladrões, empunhando armas, renderam os poucos fregueses e disseram que iriam roubar apenas o bar, deixando todos em paz. Quando um dos marginais limpava o caixa, Roberval disse, baixinho: – Leva os vales. O bandido demorou a entender e ele repetiu: – Leva os vales. Os ladrões pediram também os vales e se mandaram. Imediatamente, Roberval anunciou: – Bota outro quartinho, que tô zerado.

 

Poesias

 

Sinfonia dos Vagabundos    

*Robson Sampaio

 

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

compor a Sinfonia dos poetas,

boêmios e miseráveis.

Vaguemos pelas ruas sujas e

fétidas, onde chagas de dor

e de desespero são expostas na

Sinfonia de todos os dias.

 

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

ouvir a ladainha das devotas

beatas a compor a Sinfonia

dos pecadores de corpo e de alma.

 

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

cantar o frevo-canção de dor,

de tristeza e de saudade,

num cântico excêntrico da

Sinfonia dos Vagabundos…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Adeus, meu Capitão!  

*Robson Sampaio

 

Sol de fogo,

terra batida,

punhal e mosquetão.

Treme a caatinga

com medo do Capitão.

 

Calam-se, as armas!

Maria Bonita com

a flor na mão.

Treme em desejos

o amor de Lampião.

 

Fogo cruzado,

tocaia grande,

só danação!

Treme Angico,

Adeus, meu Capitão!

(Ilustração – Wilton de Souza)

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Meninos-fantasmas      

*Robson Sampaio

 

Meninos sem rosto,

de tênues traços sem cor.

Meninos sem nome,

habitantes de pontes

e marquises.

Meninos-fantasmas,

que se esgueiram por becos

e esquinas desumanos.

Meninos sem rumos,

descaminhos da volta,

vândalos do inconsciente

social.

Meninos de vida na sarjeta,

Meninos da noite, opções do escuro.

Meninos de rua,

Crianças, apenas na idade…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

  

Réstia da Morte

*Robson Sampaio

 

As rugas são fendas

abertas na face de dor

daquela mulher.

A pele de outrora é um

tecido gasto pelo tempo e

pelo sofrimento a expor ossos.

Os olhos, sujos e esbugalhados,

refletem as cenas patéticas

do palco da vida.

O corpo é a imagem

do tudo e do nada.

Tênue réstia da morte…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Maragogi    

*Robson Sampaio

 

A vila era tão pequena,

mas tão pequenina,

que cabia na menina dos meus olhos.

O ruído do silêncio era tão quieto,

mas tão quieto,

e somente ouvido no suave

roçar do mar na areia

ou no sibilar das folhas

arrastadas pelo vento.

 

As águas, mares ao redor de ilhotas,

eram tão verdes ou, às vezes, tão azuis,

a parecer arco-íris fincado

no céu para sempre.

O povo, a natureza, as palhoças,

a vila toda, a contemplar,

lá no alto do Cruzeiro, a cruz dos mártires,

o símbolo da liberdade e da fé,

iluminada, apenas, pelo brilho

do sol e das estrelas.

 

Tudo era tão miúdo,

mas tão miúdo,

que o amor cabia na alma,

a alma no coração, o coração na vila,

a vila na menina dos olhos,

os olhos na saudade.

Saudade, que ainda se chama

Maragogi…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

 

 

 

 

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JORNAIS X BLOG DO ROBSON SAMPAIO

 

De Cláudio de Melo Silva – Olinda/PE

 

Eu costumo ler diariamente os três jornais de Pernambuco: Folha, Diário e Jornal do Commercio. Com exceção da “Voz do Leitor” do JC e os artigos pessoais e matérias das colunas sociais, além daquelas para “encher linguiça”, como dizia o saudoso jornalista Rildo Oliveira, a quase totalidade de suas matérias são iguais, sem tirar nem pôr as vírgulas e pontos, como se fossem copiadas de uma mesma fonte de informação.

 

Se você ler um, não precisa ler os outros a não ser para passar o tempo em algum lugar de espera, como em Bancos, postos de saúde, etc. (para quem não gosta de estar lendo besteiras nas redes sociais e chamando a atenção dos donos do alheio).

Lendo as matérias publicadas no Blog do escritor e jornalista Robson Sampaio, ficamos admirados com a diversidade de informações, a maioria delas não publicadas nos jornais. São muitas notícias de interesse popular que você não toma conhecimento em outras fontes de informações e o que é melhor de forma imediata e mais completa. Esse é um dos motivos porque os jornais estão perdendo cada vez mais espaço entre os seus leitores.

 

O Jornal Folha de Pernambuco teve uma perda muito grande, quando esse nobre jornalista saiu dos seus quadros de funcionários. Se não houver uma verdadeira revolução dentro da imprensa escrita, procurando cativar cada vez mais os seus adeptos, com certeza irão caminhar para a extinção, se já não estiver em direção a ela.

Aos leitores que queiram comprovar o que digo, acessem o aludido blog, digitando www.robsonsampaio.com.br

Bom domingo para todos!

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