AMOR (QUASE) IMPOSSÍVEL

De Cláudio de Melo Silva – Olinda/PE

No período junino também se conta muitos causos matutos. Por isso, quase que eu contava um deles na última 4ª feira, 12 DE JUNHO, dia dos namorados,  por se tratar de uma história de amor (quase) impossível. Mas como não gosto de disputar lugar onde existam muitas pessoas com o mesmo interesse, deixei para hoje. Trata-se de uma lição de vida e que pode ser uma injeção de ânimo nos sonhos dos amigos leitores:

“Havia num desses lugarejos distantes da cidade grande uma matutinha que aos doze anos de idade ainda era analfabeta. Ela nutria o desejo de um dia ser uma professora. Mas como realizar o seu sonho se os seus pais eram nômades e viviam se mudando constantemente de moradia, e no campo daquele pequeno município não existia escola por perto, muito menos essas facilidades que os alunos do interior encontram atualmente, como transporte e material escolar, fardamento e lanches gratuitos? A sua salvação foi uma amiga de sua mãe que pediu para levá-la para Maceió – AL onde poderia ter a oportunidade de estudar e não mais lavar roupas da família todos os dias, batendo-as nas pedras dos rios, além de engomá-las com aquele ferro pesado à brasa.

Chegando a casa dessa senhora, foi tratada como empregada e impedida de estudar, sob a alegação que não haveria escola por perto. Uma amiga dessa megera perguntou se ela queria ir para o Recife e a partir daí passou a trabalhar em várias residências, também como empregada, enquanto estudava durante a noite. Passou boa parte da sua vida fugindo daquelas patroas que não eram adeptas em ajudar às funcionárias que quisessem estudar. Era ridicularizada pelos filhos das patroas quando dizia que queria ser uma pedagoga. Com muito sacrifício, sem ajuda dos familiares e nem das patroas, conseguiu se formar em Pedagogia. No último ano do seu curso universitário, já aos 30 anos de idade, sem nunca ter tido um namorado, pois enquanto as colegas gostavam de namorar e engravidar, ela só pensava em estudar, conheceu um homem vinte e cinco anos mais velho que ela, o qual vinha de várias uniões frustradas. Ele foi o seu alicerce para que ela galgasse a realização dos seus sonhos e a fez conhecer as maravilhas de todos os tipos de lazer que ela nunca teve oportunidade de vivenciar, inclusive lhe ensinou a dançar. Um dia desses ao adentrar num hotel de luxo para passar o final de semana, lembrou que de outra vez tinha ido ali como empregada da hóspede, e hoje como esposa do hóspede. Certo dia ao pegar uma condução em direção à faculdade avistou um daqueles que lhe ridicularizava trabalhando como o cobrador do ônibus. Ele fingiu que não a conhecia.

Para ela, não interessava o passado daquele homem bem mais velho e pai de filhos, nem tão pouco a idade dele, enquanto ele enxergou nela, acima da sua beleza, competência e dignidade incomuns, sob o manto de uma lealdade e ternura que ele nunca tinha visto antes em outra mulher. E o que parecia impossível para todos aqueles que achavam aquele amor (quase) impossível, eles contrariaram os prognósticos de uma breve separação, e se casaram dois anos depois. Ela achando que deveria enriquecer os seus conhecimentos didáticos, além de pedagogia, resolveu seguir a carreira advocatícia (isso sem nunca ter filado numa prova). Assim, eles viveram felizes para sempre, muito além da “vida comum” a dois.

 

Por isso, a música “ALÉM DA VIDA” da compositora e cantora Paula Fernandes, parece que foi feita para eles dois. Cliquem no link abaixo para ouvi-la e conferir a sua letra. Um bom final de semana para todos e um excelente divertimento àquelas pessoas que forem para a FESTA SÃO JOÃO DE TODOS OS RITMOS, neste domingo, 16/06, ao MEIO DIA no Clube da APSE em Candeias que, segundo o CLIMATEMPO, não choverá substancialmente que possa atrapalhar o evento.  Detalhes pelo blog www.apse1.blogspot.com

https://www.youtube.com/watch?v=GPgp_TM_CkE

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