CPRH começa 2020 em novo endereço

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) iniciou o ano de 2020 em novo endereço: Rua Oliveira Góes, 395 (Empresarial Da Vinci), no bairro do Poço da Panela, Zona Norte do Recife. Apesar da mudança, os números dos telefones para o atendimento ao público continuam os mesmos. Quem precisar dos serviços da Agência basta ligar para os números 3182-8800 (PABX) e 3182-8923 (Ouvidoria Social).

Com uma área total de aproximadamente 1.500m² metros quadrados, distribuídos em seis andares e mezanino, a nova estrutura proporciona melhores condições de trabalho para os mais de 200 colaboradores, entre servidores, terceirizados e estagiários. Além de oferecer mais praticidade e comodidade aos usuários dos serviços da Agência.

O novo prédio dispõe de sete salas de reunião, auditório com capacidade para 40 pessoas, espaço de convivência, parte do almoxarifado, diretorias, áreas administrativas e técnicas. De acordo com o presidente da CPRH, Djalma Paes, a mudança da sede se fez necessária tendo em vista que o casarão da Rua Santana, onde funcionou por 40 anos, não estava mais atendendo às necessidades do órgão. Vez que, ao longo dos anos, cresceu em atribuições, contudo, revelou o presidente, a meta é trabalhar para que, no futuro, o órgão passe a ter uma sede própria.

Nucleo de Comunicacao Social

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Olinda intensifica planejamento para o Carnaval de 2020

A reunião contou com representantes das secretarias municipais e das polícias Civil e Militar

Gestores municipais se reuniram, na primeira segunda-feira (06) do ano, para dar andamento ao trabalho estratégico do Carnaval 2020. Coordenados pelo prefeito da cidade, Professor Lupércio e o vice, Márcio Botelho, secretários e diretores discutiram pontos importantes para a realização da maior festa popular do município.

Foram apresentadas alternativas para que sejam ofertados bons serviços nas áreas de trânsito, segurança, controle urbano, saúde e infraestrutura, entre outras. A reunião contou ainda com representantes das polícias Civil e Militar.

Os trabalhos da comissão seguem e muitas das ações já estão sendo implementadas já durante as prévias que acontecem no Sítio Histórico da cidade. Até a semana do período carnavalesco será divulgado todo plano de trabalho nas mais diversas áreas. A ideia é garantir maior comodidade e tranquilidade ao folião que vem brincar em Olinda.

Fotos: Sandy James e Arquivo Prefeitura de Olinda

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Dirigentes de blocos e agremiações têm até esta sexta (10.01) para solicitarem apoio da Prefeitura do Paulista

Atenção diretores de agremiações e blocos carnavalescos do Paulista! O prazo para solicitar o apoio da Prefeitura para o carnaval 2020 está chegando ao fim. A secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Cultura do município está recebendo as propostas até esta sexta-feira (10.01).

Os interessados devem entregar uma documentação contendo informações como a data, local, trajeto, telefones, e horário de saída do desfile. O formulário deve ser entregue na recepção da secretaria, que fica localizada na Av. Prefeito Geraldo Pinho Alves, nº 222, Maranguape I (antiga Av. Brasil, no Campo de Aviação da Família Lundgren). A sede do órgão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.

Os dirigentes das agremiações podem preencher esse formulário online disponível pela secretaria.

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Sonho de consumo é ficar livre das distribuidoras de energia elétrica

Heitor Scalambrini Costa

Professor aposentado (não inativo) da Universidade Federal de Pernambuco

Há muito várias vozes clamam pelo incentivo ao uso da energia solar fotovoltaica em território brasileiro. Principalmente pelo fato desta tecnologia estar em pleno desenvolvimento, alcançando patamares técnico-econômicos atrativos e compatíveis com outras fontes de energia utilizadas para geração de energia elétrica. E também pelo fato de grande parte do país contar generosamente com quantidades expressivas do recurso solar, em particular o nordeste brasileiro.

Todavia obstáculos não faltaram e não faltam para que esta fonte de energia democrática, abundante, barata, e geradora de empregos locais, cresça no país. A ausência de políticas públicas é uma das maiores barreiras, assim como a atuação de “lobies” contrários as fontes renováveis.

Somente em janeiro de 2013 é que entrou em vigor a Norma Resolutiva (NR) 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – que estabeleceu regras para a micro e a mini-geração,  permitindo que consumidores possam gerar sua própria energia e trocar o excedente por créditos, dando desconto em futuras contas de luz –alavancando assim o uso desta fonte energética.

A resposta do consumidor diante deste modesto, mais importante incentivo foi surpreendente. Em 2019, o número de instalações bateu recorde, sendo mais de 92 mil conexões até o final de novembro, segundo informações  da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Foram quase 276 sistemas fotovoltaicos descentralizados instalados por dia no país e conectados à rede elétrica, que juntos somam uma capacidade instalada de mais de 1,1 Gigawatts (GW).  De usinas solares centralizadas, hoje o país dispõe de mais de 2,3 GW. Mesmo com este crescimento, ainda é irrisório a contribuição da energia solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira.

Desde 2013, ano em que a Aneel promulgou as regras da Geração Distribuída (GD), o segmento já registrou um crescimento acumulado de mais de 789.000%. O que evidência a busca do consumidor em encontrar uma  saída para o alto preço da energia no país, apostando na autogeração para economizar na conta de luz. Visto que hoje, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o consumidor brasileiro paga a 3ª tarifa mais cara do planeta, o dobro da média mundial.

Assim é mais que evidente os obstáculos para o crescimento, e uma maior participação da eletricidade solar na matriz elétrica. O que depende para se transpor os obstáculos são políticas públicas mais agressivas voltadas ao incentivo da energia solar. Por exemplo: criação pelos bancos oficiais de linhas de crédito para financiamento com juros baixos, a redução de impostos tanto para os equipamentos como para a energia gerada, a possibilidade de ser utilizado o FGTS para a compra dos equipamentos, programa dirigido a agricultura familiar incentivando o uso do conceito agrofotovoltaico (produção de energia e alimento), e mais informação através de propaganda institucional sobre os benefícios e as vantagens da tecnologia solar.

Mas o que também dificulta enormemente, no que concerne a expansão da geração descentralizada, são as distribuidoras. São elas que administram todo o processo, desde a análise do projeto inicial de engenharia até a conexão com a rede elétrica. Cabe às distribuidoras efetuarem a ligação na rede elétrica, depois de um burocrático e longo processo administrativo realizado pelo consumidor junto à companhia, que geralmente não atende aos prazos estipulados pela própria ANEEL.

E convenhamos, as empresas que negociam com energia (compram das geradoras e revendem aos consumidores) não estão nada interessadas em promover um negócio que, afeta diretamente seus lucros. Isto porque o grande sonho do consumidor brasileiro é ficar livre, e não depender das distribuidoras com relação à energia que consome. O consumidor deseja é gerar sua própria energia.

Ai está o “nó” do problema que o governo não quer enfrentar, e que na prática acaba sendo “sócio” do lobby das empresas concessionárias, 100% privadas. Enquanto em dois dias instalam-se os equipamentos numa residência, tem de se aguardar meses para que a conexão na rede elétrica seja realizada.

Mais recentemente a ANEEL propôs uma consulta pública para a revisão da NR 482, retirando a isenção de encargos e impostos do setor da GD. Medida esta apoiada pelo Ministério da Economia, e de encomenda ao loby das concessionárias, representada pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE).  Se as novas regras forem aprovadas, equivalerá a onerar esta opção tecnológica para o consumidor gerar sua própria energia.

Assim nos parece que os pilares de regulação e fiscalização, que justificam a existência da ANEEL, estão sendo abandonados, tornando está agência um mero “puxadinho” da ABRADEE.

O que de fato se verifica é que a “política” energética brasileira vai na contramão das exigências do mundo contemporâneo, a reboque de interesses de grupos que vêem na energia um mero produto, mercadoria. Sem levar em conta os interesses da população.

Acordem, “ilustres planejadores” da política energética. A sociedade não aceita mais pagar pelos erros cometidos por “vossas excelências”. Exige-se mais democracia, mais participação, mais transparência em um setor estratégico, que insiste em não discutir com a sociedade as decisões que toma.

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E O TEMPO SE ESVAI… – Fátima Quintas

Os dias se acumulam ao modo de uma pirâmide simbólica. Os caminhos seguem a estrada que vai a algum lugar ou a lugar nenhum.  Décadas se avolumam. Há uma magia instalada num calendário que se renova sob o embalo do tempo. Oh! Tempo tão indefinido… Sempre a prosseguir, independente da minha vontade. Quantas vezes desejei estancar o instante?! Pura ilusão. Quem sou eu para exercer tamanha façanha? Sigo ao passo e ao compasso das horas. Todos ignoram os destinos. Há um abismo em torno da nossa capacidade de entender a vida. Jamais ousarei interpretar o impossível. Entretanto, as indagações não me escapam e seguem ordeiras na complexa travessia. Digo o que sei e o que não sei. A escrita me fustiga, a dilatar o olhar para além do que vejo: o dia e a noite em permanente oposição — Sol, Lua. Claro, Escuro.

E assim a humanidade atravessa becos e avenidas. Avança em percursos variados, como se os impulsos a conduzissem aos mais intensos sigilos. Viver é aceitar o mistério. E jamais atingi-lo. As tentativas são muitas, infinitas. Dentro de mim, explode uma enormidade de perguntas que não querem calar. Procuro retê-las; porém, vão além do meu instinto. Penso enlouquecedoramente. Chego à conclusão que refletir representa a maior das significações. Às vezes, canso. E o cansaço me impele a novos cansaços. Não consigo reter a ansiedade das respostas. A aflição aumenta, perco o controle, estabilizo-me, volto ao começo de tudo; não adianta insistir. Serei sempre uma inconformista. O pôr do sol se instala, espio o horizonte, belo, aquém das pobres demarcações. Persigo-o. Rapidamente se esvai. 

Existem fortes semelhanças entre o horizonte e a existência. Ambos, inatingíveis tanto quanto verdadeiros. Indefinidos: luzes passageiras, cores esmaecidas, um conjunto de brumas que firmam a própria efemeridade. Não vale a pena interpelar densas abstrações. Abro a janela, fixo o crepúsculo, já se foi… E os dias transcorrem em meses, anos e séculos. Desde quando o pensamento pensa? Como saberei? Sou tão pequena! Sequer me arvoro a delinear-me. Trago um somatório de dúvidas, jamais resolvidas. Estou sempre em um processo de interioridade, procurando arrancar da alma a própria indefinição. Quanto mais me vejo por dentro, maior a angústia. Não me canso, todavia, de instigar-me — uma pulsão desesperada. Insisto. Percebo que, a cada minuto, o silêncio me afoga, ainda que me sirva de perene alimento… Desde quando posso prosseguir? Irei adiante, desbravando veredas, veredas, veredas…

Fátima Quintas é da Academia Pernambucana de Letras-fquintas84@terra.com.br

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