Tetro dva Vida (Causos), Poesias, Frases e Minipoemas

* SEMINÁRIO PARA HOMENS  (Na Internet) – Um grupo de homens se reuniu no Seminário Sobre Como Melhorar a Vida Conjugal. O palestrante perguntou quais deles ainda amavam as suas mulheres.  Todos levantaram a mão. Então, ele perguntou qual a última vez que eles tinham dito a elas que as amavam.  A maioria não se recordava quando. Então, o palestrante sugeriu que eles pegassem  os seus celulares e escrevessem *“Te amo, querida”* e enviassem às suas esposas por WhatsApp. Depois, ele pediu que todos mostrassem as respostas. Segue algumas delas: 1) Você está bem? 2) O que foi? 3) O que você quer dizer com isso? 4) Aí .  5)  Se não me disser para quem era esta mensagem, eu juro que te mato! 6) Nem vem! Tô menstruada!  7) Está com alguma doença terminal? 8) Que merda, você andou fazaendo? 9) Já tá bebendo de novo? Mas, a melhor de todas foi essa: 10) Quem é?
😂😂😂😂😂😂
(Na Internet):
(Na Internet):
(Na Internet):
(Na Internet):
(Na Internet):
Poesias

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 
* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).
* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).
* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).
Frases

O leitor é a principal matéria-prima do jornal”. “Dar voz e visibilidade aos invisíveis é dever do jornalista”. “A dor, seja qual for, é sempre a inspiração do poeta”. “O bar é a tribuna do povo”. (RS)

 

Minipoemas

Protesto        

A música de Chico na

vitrola, no copo rum

e coca-cola e o

protesto no coração.

Tá difícil pra viver neste

País, meu irmão! (RS)

Alma      

Um dia, em Paris, a

artista disse: “Quando

conhecer a tua alma,

eu pinto os teus olhos”.

E pintou nas duas

formas: aberto e

fechado.

II

Séculos depois, o poeta

disse: “Sem o dom dos

pincéis, eu não posso te

pintar. Mas, te amar de

corpo e alma”. (RS)

 

Piruetas    

As piruetas da bola,

nos pés do menino,

podem não ser toques

de craque.

Mas, o sorriso no rosto

é o da alegria de uma

criança. (RS)

 

 Solidão  

Nos pesadelos dos

meus sonhos,

tento esconder a dor

da tua ausência.

Abro os olhos e me

deparo, mais uma vez,

com a solidão… (RS)

 

 Chuva

Oh, chuva bendita

de Deus!

Molha o meu corpo,

lava a minha alma,

e enxagua os meus

pecados.

Escorre na minha face,

mistura-se às minhas

lágrimas, tempestade

de saudade.   (RS)

 

 Paixão!   

No olhar, a tua imagem

No coração, a tua alma

Em minhas mãos,

o teu corpo

E nos teus lábios,

a minha paixão! (RS)

rsampaioblog@gmail.com

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Teatro da Vida (Causos) e Poesias

Botjão X Cachaça

A esposa falou para o marido: – Amor limpa o botijão de gás que caiu óleo nele. Se você limpar ,eu deixo você sair sozinho com os seus amigos para beber .
( lha só como ficou o botijão!)

De uma leitora: “Gostaria de agradecer, primeiramente a Deus, pelo livramento ocorrido agorinha  comigo, no portão da  minha casa. Fui abordada por dois ladrões, mas só me abraçaram, apertaram a  minha mão e pediram o meu voto. Não levaram nada!

De um leitor na Internet

 

Aos 70 anos de idade:
1. Os sequestradores não se interessarão mais por você.
2. De um grupo de reféns, você, provavelmente, será um dos primeiros a ser libertado.
3. As pessoas lhe telefonam às nove da manhã e perguntarão: ‘te acordei?’
4. Ninguém mais vai considerá-lo hipocondríaco.
5. As coisas que você comprar agora não chegarão a ficar velhas.
6. Você pode, numa boa, jantar às seis da tarde.
7. Você pode viver sem sexo, mas não sem os óculos.
8. Você curte ouvir histórias das cirurgias dos outros.
9. Você discute apaixonadamente sobre planos de aposentadoria.
10. Você dá uma festa e os vizinhos nem percebem.
11. Você deixa de pensar nos limites de velocidade como um desafio.
12. Você para de tentar manter a barriga encolhida, não importa quem entre na sala.
13. Você cantarola junto com a música do elevador.
14. A sua visão não vai piorar muito mais.
15. O seu investimento em planos de saúde finalmente vai começar a valer a pena.
16. As suas articulações passam a ser mais confiáveis que o serviço de meteorologia.
17. Seus segredos passam a estar bem guardados com seus amigos, porque eles esquecem.
18. ‘Uma noite e tanto’, significa que você não teve que se levantar para fazer xixi.
19. Sua mulher/ seu marido diz ‘vamos subir e fazer amor’, e você responde: ‘escolha uma coisa ou outra, não vou conseguir fazer as duas!’.
20. As rugas somem do seu rosto quando você está sem sutiã.
21. Você não quer nem saber onde sua mulher vai, contanto que não tenha que ir junto.
22. Você é avisado para ir devagar pelo médico e não pelo policial.
23. ‘Funcionou ‘, significa que você hoje não precisa ingerir fibras.
24. ‘Que sorte!’, significa que você encontrou seu carro no estacionamento.
25. Você não consegue se lembrar quem foi que lhe mandou esta lista.
Mesmo assim, compartilhe com seus amigos para que eles possam dar muitas risadas!!!!
POESIAS
Os mortos riem…    
  • Robson Sampaio *

 

No Dia dos Mortos,

os mortos riem do choro

e das rezas dos vivos,

lamúrias perturbadoras

da paz e do silêncio

do Campo Santo.

 

Os mortos riem tal qual

hienas: sorrisos permanentes…

Mas, os vivos choram e choram,

rezam e rezam, enquanto os mortos

riem, riem e até gargalham…

 

Os mortos riem,

no Dia dos Mortos, ou não.

Tal qual hienas: sorrisos permanentes,

escárnio dos vivos-sobreviventes e mortos-vivos,

rotina da vida eternamente…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Sinfonia dos Vagabundos      

*Robson Sampaio

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

compor a Sinfonia dos poetas,

boêmios e miseráveis.

Vaguemos pelas ruas sujas e

fétidas, onde chagas de dor

e de desespero são expostas na

Sinfonia de todos os dias.

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

ouvir a ladainha das devotas

beatas a compor a Sinfonia

dos pecadores de corpo e de alma.

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

cantar o frevo-canção de dor,

de tristeza e de saudade,

num cântico excêntrico da

Sinfonia dos Vagabundos…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A meu pai, Zeca 

 *Robson Sampaio

 O manto da morte sobressaiu-se

na escuridão da noite.

Ao amanhecer,

 a tua alma confundiu-se com

esparsas nuvens.

 

O lacrimejar dos olhos não

me transformou em correntezas,

mas o meu coração inundou-se

com um mar de saudades,

pai…

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Adeus, meu Capitão!  

Robson Sampaio *

Sol de fogo,

terra batida,

punhal e mosquetão.

Treme a caatinga

com medo do Capitão.

 

Calam-se, as armas!

Maria Bonita com

a flor na mão.

Treme em desejos

o amor de Lampião.

 

Fogo cruzado,

tocaia grande,

só danação!

Treme Angico,

Adeus, meu Capitão!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A Cruz do Patrão

Robson Sampaio *

Ecoam gritos eternos na

vastidão das noites e do mar.

Gritos de dor lancinante,

tão fortes que varam os

arrecifes, as almas emitem

sons quase selvagens.

São lamentos de negros

sem o sonho da liberdade,

feridos de saudades e de morte.

Submissos à espera do senhorio

estão os filhos da vida sem vida,

confinados na Cruz do Patrão,

onde o tempo não sepulta a lenda

e a injustiça ainda açoita os insepultos,

escravos-fantasmas…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A Inveja

Robson Sampaio

“A inveja, quando não mata,

aleija os pensamentos e

o estômago vomita as vísceras

reféns da raiva e do ódio”.

 

Dedilha na viola, o violeiro cego,

um cântico choramingado em

frente à Praça da Igreja-Matriz.

 

E tasca mais versos, no choramingar

da viola: “Sentimento impuro, capaz

de gerar ciúme, insensatez ou ódio,

tamanho é o desatino

e que pode levar ao crime”.

 

E o violeiro cego dedilha, no

choramingar da viola, o arremate do

cântico: “E Caim matou Abel!”

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

rsampaioblog@gmail.com.

 

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Teatro da Vida (Causos), Poesias, Frases e Minipoemas

 Advérbio vira verbo – O Colégio Carneiro Leão era conhecido, há muito tempo, como “pagou, passou”. E, ainda, tinha o apelido de a “Ponte da Aliança”, uma antiga marchinha carnavalesca com a seguinte letra: “Lá na Ponte da Aliança/ Todo mundo passa/ As lavadeiras falam assim! Todo mundo passa”. Então, certa vez, o professor fez uma pergunta sobre análise gramatical a um aluno. Queria saber o que significava aqui, gramaticalmente falando (advérbio de lugar). Aí, o espertalhão do estudante chutou que se tratava de verbo. O professor arretado com o tamanho do absurdo mandou que ele conjugasse. O garoto pensou, pensou e soltou esta peróla: “Eu aqui/Tu ali! Ele acolá! Nós de banda/Vós de lado / Eles de frente”. A classe inteira veio abaixo e o sem-vergonha burro ganhou um tremendo zero.

 

Poesias 

 

Folião Sem Nome  

 

 *Robson Sampaio

 

Folião sem nome,

perdido no meio do racha,

homem mulher e criança,

passos quase sem graça

 

Olhos eufóricos de sonhos,

suor regado à cachaça,

segue folião sem nome

alegre no bloco que passa

 

Ferver, frever, frevar,

ritmo e dança de uma raça,

vai folião sem nome

frevar o frevo na praça…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 O Canto do Galo

 *Robson Sampaio

 

Que canto é esse,

que sacode a multidão?

Que canto é esse,

que mexe com o coração

e que acorda o Recife?

 

É o canto do Galo,

é o som da Madrugada,

é o canto do Galo,

do Galo da Madrugada.

 

É o canto e é o encanto

de gente nas ruas, ruas de gente,

mar de frevo, frevo da gente,

frevo do Galo.

  • A Éneas Freire, fundador do Galo da Madrugada

Poema Publicado na Agenda Cultural da Prefeitura do Recife –Fevereiro/Carnaval 2012.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Boneco-gente?

 *Robson Sampaio

 

No estrelar da noite olindense,

surge a cantar e a dançar

uma multidão de brincantes

a sorrir com uma alegria contagiante

sob o compasso de um gigante,

às vezes boneco, às vezes gente:

é o Homem da Meia-Noite.

 

Explodem os clarins, o passo,

os amores, as ilusões passageiras,

tão efêmeros, quantos eternos,

no gingado do frevo

de um Carnaval sem fim.

 

É o povo, é o canto, é Olinda,

é o Homem da Meia-Noite:

às vezes boneco, às vezes gente,

neste ritmo efervescente

do frevo pernambucano

Ao presidente do Homem da Meia-Noite, Luiz Adolpho

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Frevar Olinda                  

 *Robson Sampaio

 

Olha moçada,

é madrugada,

sai da calçada,

vem pra rua,

olha que lua,

escuta o frevo,

vamos frevar.

 

Apesar de tudo,

vamos cantar,

não fique mudo,

nada de choro,

é hora de sonho,

de brincadeiras,

até de namoro.

A esperança é linda,

ela não finda,

vamos frevar,

viver a vida,

cantar (frevar) Olinda.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

  

 

Morro

 *Robson Sampaio

 

Morro,

De mulatas belas

Que remexem as cadeiras e

Comprovam que só elas

Com graça e perícia

Dançam um samba de amor,

Cadência e malícia…

 

Morro,

De gente com fome

De moleques que choram

De alegria que some

Ficando, apenas, um sorriso triste

Para quem a felicidade

Não mais existe…

 

Morro,

A tua vida é mundana

Cheia de vícios e misérias

A tua luta é insana

O teu progresso é o pandeiro

O teu hino é o samba

Do sambista brasileiro…

*Recife, 1965 (a 1a. poesia)

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Vou “m’imbora pro” Recife…

 *Robson Sampaio

Vou “m’imbora pro” Recife

do mar, das jangadas, das redes,

dos pescadores, dos peixes, do caçuá,

dos mangues, das ostras, dos siris,

dos caranguejos e da minha gente…

Vou “m’imbora pro” Recife

dos caboclinhos, da ciranda,

do maracatu, do baque-virado,

do Galo da Madrugada,

do Homem da Meia-Noite,

do frevo e dos meus foliões…

Vou “m’imbora pro” Recife

dos arrecifes, das pontes, dos becos,

das travessas, dos bares, dos botecos,

dos boêmios, da lua, das estrelas, do vento,

do sol, dos meus sonhos, da minha sina e

do meu Capibaribe…

Eu vou “m’imbora pro” Recife e

vou “m’imbora pra” mim mesmo!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Frases

  “O Viagra é o Carnaval fora de época dos velhinhos”. “Já que o povão não tem

memória, tem, pelo menos, frevo, futebol, samba e forró. É mole ou não,

companheiros”?

  

Minipoemas

 

Folião      

Em passos trôpegos,

segue o folião pela

rua, agora, vazia.

E carrega o peso da

bebedeira e do fim

da fantasia. (RS)

 

Aurora     

No fim da tarde,

frevo-canção,

frevo-rasgado e

uma multidão.

Passo frenético,

blocos na rua e

clarins de momo.

Um viva, à Aurora! (RS)

 

 

 Quase um plágio

 Daqui não saio, daqui

ninguém me tira. Onde é

que eu vou morar, sorrir,

chorar, frevar, amar,

viver e morrer? No Recife,

para sempre!

 

Recife    

Recife dos arrecifes

e dos corais,

das noites mal dormidas

e dos amores à beira do

cais.

 

Recife do mar verde-azul,

do Rio Capibaribe, das

pontes, dos meus amores

e do frevo nas ruas que

não esqueço jamais. (RS)

 

rsampaioblog@gmail.com

 

 

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Teatro da Vida (Causos) e Poesias

“A Confissão”: No jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da paróquia, o padre discursa:  – A primeira impressão que tive, desta paróquia, foi com a primeira confissão que ouvi. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a  empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea a uma cunhada. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma  paróquia cheia de gente responsável, com valores e comprometida com a sua fé. Atrasado, chegou, então, o prefeito para prestar uma homenagem ao padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso: – Nunca vou esquecer o dia em que o padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar. Seguiu-se um silêncio assustador. Moral da história: Nunca se atrase. Mas, quando se atrasar, fique de boca fechada.

É melhor rir…

 

 “Socorro”! – Uma mulher, grávida, de nove meses, ouve o filhinho lhe falar de dentro do útero: – Mamãe, chame um eletricista para ligar uma lâmpada, pois aqui está muito escuro; chame um encanador, pois aqui está cheio d’água e posso morrer afogado; e mande chamar a Polícia, com urgência, para prender esse careca que, toda a noite sem falta, vem cuspir na minha cara. Já não aguento mais!!!.

 

…Rir sempre

 “Amá-la ou Amar-te?” – O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz à mulher, que já estava deitada: – Querida, eu quero amá-la. A mulher, sonolenta e com a voz embolada, responde: – A mala. … Ah, não sei onde está, não! Use a mochila, que está no maleiro do quarto de visitas. – Não é isso querida. Hoje, vou amar-te. – Por mim, você pode ir até a Júpiter, Saturno ou outra galáxia e até a merda?? ?!!! Tão vendo, companheiros, como a Língua Portuguesa é difícil até para fazer amor.

 

Poesias

 

Mulher  

*Robson Sampaio

Mulher-menina

Mulher-amiga

Mulher-briga (ou intriga)

Mulher-amada (ou desejada)

Mulher-amor,

Ah, o amor!

 

Amor-gostoso

Sem aval (ou endosso)

Amor-verdade

Amor-instinto

Amor-paixão

Amor-amor

Mulher-saudade

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Almas do Recife

Robson Sampaio *

    

Versos, versos e mais versos

a povoar de almas o Recife.

Poemas em cada esquina,

em cada bar, em cada desilusão

enchem e perfumam ruas e bairros:

da Aurora ao Recife Antigo.

São pedaços de cada um de nós,

poetas, vivos ou mortos.

Eles, como nós, teimam em poemar

a vida no Recife e a não

dormir com a morte.

Versos, versos e mais versos!

Assim são os poetas

a povoar de almas o Recife.

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Ah, essa mulher bonita!

Robson Sampaio

Ah, essa mulher bonita!

Inventa e reinventa modas.

Primeiro, ajustando o corpo

e, depois, a alma,

só para nos agradar.

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

Sorriso delicado, ar atrevido,

espírito irreverente, misto de

mulher e menina, um quê de moleca

com um quê de sensual…

Enigmas em sintonia

com o verde-azul do mar…

Ah, essa mulher bonita!

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Entardecer

 

Robson Sampaio *

O mistério do entardecer no verão recifense

ilumina o Capibaribe e reflete a alma:

Pernambuco.

 

O mistério do entardecer no verão recifense

anuncia o som dos clarins de Momo:

Passo e frevo.

 

O mistério do entardecer no verão recifense

sugere águas mornas e areias quentes:

Azul do mar.

 

O mistério do entardecer no verão recifense

reacende o calor das mulheres que brincam de sedução:

Vontades ardentes.

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Poetas do Recife  

 

Robson Sampaio *

 

Perfume de poemas no ar,

casario repleto de fantasmas

que saem, quase sempre, em busca

da boemia do Recife Antigo.

São os poetas da vida, das ruas,

do bairro, do mar, dos arrecifes.

Andarilhos em busca

do bálsamo para a desilusão,

dos braços quentes e fogosos das

mucamas dos dias de hoje,

não mais amas das sinhazinhas fidalgas,

mas serviçais dos desejos da carne.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Tempo do Tempo   

Robson Sampaio *

 

Marcas do tempo

Tempo de nada

Tempo de tudo

Tempo de sempre

Tempo do homem

Homem do tempo

Tempo da vida

Tempo da morte

Tempo eterno

Tempo do tempo

(passado, presente

e futuro).

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Mãe…

Robson Sampaio *

 

Palavra-ventre

Palavra-menina

Palavra-moça

Palavra-mulher

Palavra-vida

Palavra-luz

Palavra-Santa

Todas mulheres

Todas Marias

Todas Luzias

Todas Santas

Santas Marias

Marias e Luzias

de todos os filhos…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Morro

Robson Sampaio * 

Morro,

De mulatas belas

Que remexem as cadeiras e

Comprovam que só elas

Com graça e perícia

Dançam um samba de amor,

Cadência e malícia…

Morro,

De gente com fome

De moleques que choram

De alegria que some

Ficando, apenas, um sorriso triste

Para quem a felicidade

Não mais existe…

Morro,

A tua vida é mundana

Cheia de vícios e misérias

A tua luta é insana

O teu progresso é o pandeiro

O teu hino é o samba

Do sambista brasileiro…

*Recife, 1965 (a 1a.  poesia)

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Domingo Doce      

 

 Robson Sampaio *

   

Menina-moça,

igual a tantas outras:

alegres e sonhadoras,

fazendo da vida o presente

e do presente o futuro.

Na esquina, parada,

próxima ao parque,

lambia o pirulito

como se o domingo

fosse um doce e

nunca tivesse fim.

 

Na freada brusca,

um gemido abafado.

No chão, a menina-moça,

de pirulito na mão, contempla

de olhos abertos o domingo,

como se ele fosse um doce e

nunca tivesse fim.

Na face da mãe,

o grito da dor eterna,

embora o domingo continuasse doce,

assim como o pirulito e

a menina-moça…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Entardecer

 

 Robson Sampaio *

O mistério do entardecer no verão recifense

ilumina o Capibaribe e reflete a alma:

Pernambuco.

 

O mistério do entardecer no verão recifense

anuncia o som dos clarins de Momo:

Passo e frevo.

 

O mistério do entardecer no verão recifense

sugere águas mornas e areias quentes:

Azul do mar.

 

O mistério do entardecer no verão recifense

reacende o calor das mulheres que brincam de sedução:

Vontades ardentes.

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

(rsampaioblog@gmail.com).

 

 

 

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Teatro da Vida (Causos) e Poesias

Leva os “vales” – Após 40 anos como taxista, Roberval aposentou-se. Agora, desfrutava um merecido descanso e tomava aperitivos diários na orla do Pina. Bom de papo, Roberval logo ganhou a simpatia dos outros boêmios e do dono do bar, Juvenal, que não abria a mão nem pra se coçar. Fazia questão de receber até o último tostão da clientela, embora permitisse o popular fiado. Quando um engraçadinho duvidava da conta, mostrava os vales rubricados. Roberval gozava do status dos que assinavam e pagavam depois. Só que a dívida andava alta e ele temia não poder saldá-la. Já pensava em falar com Juvenal para parcelar em duas vezes. Mas, numa tarde de pouco movimento, três ladrões, empunhando armas, renderam os poucos fregueses e disseram que roubariam apenas o bar, deixando todos em paz. Quando um dos marginais limpava o caixa, Roberval falou baixinho: – Leva os vales. O bandido demorou a entender e ele repetiu: – Leva os vales. Os ladrões pediram também os vales e se mandaram. Imediatamente, Roberval anunciou: – Bota outro quartinho, que tou zerado!

 

Poesias

 

Redundância suprema  

 *Robson Sampaio

  

A supremacia dos supremos

torna a Lei suprema no cotidiano

daqueles para quem o dia-a-dia

é sem ontem, hoje e amanhã.

 

O passado perde-se na perdição

do presente e na incerteza do futuro

daqueles que lhes é negada a supremacia

dos supremos e que torna a lei suprema

na supremacia dos poderosos.

 * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Sem vacinas  

 

 *Robson Sampaio

Foto: Internet

 

 Cão vadio, solto nas favelas (sujo, esquálido

e faminto) – aos milhões.

 

Cão raivoso, solto nas ruas (colérico, danoso

e assassino) – aos milhares.

 

Cão farejador, solto nos quartéis (investigador, repressor

e violento) – aos milhares.

 

Cão de raça, solto nos condomínios (forte, limpo

e perfumado) – aos milhões.

 

Cão de caça, solto nos gabinetes (ditador, especulador

e opressor ) – aos milhares.

 

Cão infiel, solto nas tribunas (narcisista, embusteiro

e fisiológico) – aos milhares.

Matilhas sem vacinas – Todos

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

   

Favela, cadela…    

  *Robson Sampaio

 

No ventre

filhotes famintos,

cães da desesperança.

No uivo sinistro, latidos só

de lamentos…

Favela, cadela…

 

No meio do lixo,

parida de vira-latas,

cruzada com cão raivoso,

mãe de triste matilha….

Favela, cadela

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

  

Gira, vira, revira  

 Robson Sampaio *

 

A terra gira

a vida gira

a cabeça gira

giramos nós

gira-vira

vira-gira

vira-latas

vira-copos

tudo gira

nada vira

gira-mundo

Pomba-Gira?

 

Giramos nós

viramos nós

reviramos nós

revira-olho

reviravolta

vira página

gira carrossel

girassol

giravolta

revira tudo

revira nada

gira, vira, revira

Só giramos?

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Sombras  

 Robson Sampaio *

       

Nas esquinas, ,

as sombras,

nas sombras,

cada um de nós:

loucos, bêbados,

miseráveis,

os sem-nada

 

Fantasmas a

se esgueirar por

becos e vielas sombrios,

encobertos pelas vestes

negras da noite.

A fugir do presente,

a esquecer o passado

e sem ter o futuro

 

Nas esquinas,

as sombras,

nas sombras,

eu, você e o Recife…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

  Ah, meus saudosos canaviais...

 Robson Sampaio *

 

As pedras rochosas,

no meio dos canaviais,

são doces recordações:

cachaça, mel e peles morenas,

fontes inspiradoras das caboclas,

faceiras e brejeiras, a gerar

desejos, sonhos e paixões.

 

Ah, meus saudosos canaviais!

 

As pedras rochosas,

no meio dos canaviais,

são lembranças de amores,

nem sempre perdidas no tempo,

mas ocultas dentro do peito

e encravadas no coração.

 

Ah, meus saudosos canaviais”

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

  

Mar….

 Robson Sampaio *

Viver na praia,

ouvindo os acordes

da nossa música,

dedilhados no violão

de eternas noites

de serenatas,

onde reacendo o meu

amor por ti…

 

Sonho-Realidade-Vida-Morte?

 

Amor embalado

pelas ondas verdes do mar

e sabendo que um dia,

ao morrermos juntos,

seremos levados

para o mar…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Saiam depressa     

  *Robson Sampaio

 

Saiam da frente, saiam da frente,

que tenho pressa.

Limpem as sujeiras das ruas,

mas façam depressa,

sou artesão e as formas da vida

preciso moldar.

 

Saiam da frente, saiam da frente,

que tenho pressa.

Tirem os entulhos do Capibaribe,

mas façam depressa,

sou poeta e os meus sonhos em suas águas

quero navegar.

 

Saiam da frente, saiam da frente,

que tenho pressa.

Restaurem as praças e os parques,

mas façam depressa,

sou jardineiro e os jardins e plantas

vou podar.

 

Saiam da frente, saiam da frente,

que tenho pressa.

Devolvam o azul ao céu e à pureza as águas,

mas façam depressa,

sou filho da terra e a natureza

quero preservar.

 

Saiam da frente, saiam da frente,

que tenho pressa.

Sou homem do mundo, meu tempo é curto

na travessia do caminho,

igual à chama da vida que se apaga

num breve soprar.

 * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 *Poetisa Ardente

 

 

 

   *Robson Sampaio

 

O tom alaranjado do fogo nas vestes

adquire rapidamente a cor vermelha

ao queimar a carne.

 

As chamas transformam o corpo

da “Poetisa Ardente” em tocha humana,

sem, contudo, lhe atingir a alma.

 

A frustração da “Poetisa Ardente”,

ao se imolar na fogueira de livros,

é raio incandescente a traçar no Céu

o desespero cotidiano de todos nós.

 

E, certamente, Deus te dirá:

-Bom-dia, “Poetisa Ardente”, sorrias

para a Eternidade…”

* Homenagem a uma servidora pública que, desesperada com a sua situação financeira, fez uma fogueira com os livros, se jogou dentro e morreu carbonizada em sua casa.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 rsampaioblog@gmail.com

 

 

 

 

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