Teatro da Vida (Causos) e Poesias

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Poesias

Eterno Ayrton Senna…

O poema foi pôster da Folha de Pernambuco, no dia 1º de maio de 1994, no dez anos da morte do piloto. Ayrton Senna
Em 3 de agosto de 2013, O poema “Ayrton Senna”, de minha autoria e publicado no meu livro “O Recife e Outros Poemas”, foi escolhido para a fanpage facebook.com/oficialayrtonsenna e http//migre.me/fEtrE.

…o nosso campeão

Foi pôster, da Folha de Pernambuco, em 1º. de maio de 2004, nos 10 anos da morte do piloto. E recebeu no dia, das 11h às 18h de ontem, mais de mil acessos em todo o mundo e com versão também em inglês.

 

 

 

 

 

 

Adeus, meu Capitão!

  

Robson Sampaio *

Sol de fogo,

terra batida,

punhal e mosquetão.

Treme a caatinga

com medo do Capitão.

 

Calam-se, as armas!

Maria Bonita com

a flor na mão.

Treme em desejos

o amor de Lampião.

 

Fogo cruzado,

tocaia grande,

só danação!

Treme Angico,

Adeus, meu Capitão!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Boneco-gente?

 

 *Robson Sampaio

 

No estrelar da noite olindense,

surge a  cantar e a dançar

uma multidão de brincantes

a sorrir com uma alegria contagiante

sob o compasso de um gigante,

às vezes boneco, às  vezes gente:

é o Homem  da Meia-Noite.

 

Explodem os clarins, o passo,

os amores, as ilusões passageiras,

tão efêmeros, quantos eternos,

no gingado do frevo

de um Carnaval sem fim.

 

É o povo, é o canto, é Olinda,

é o Homem da Meia-Noite:

às vezes boneco, às  vezes gente,

neste ritmo efervescente

do frevo pernambucano

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Bares na palma da mão

 

*Robson Sampaio

 

Notícias populares,

nem tão amiúdes assim,

anunciam novos bares.

Meros pretextos para modismos

e falsas boemias.

 

Alguns tão sem graça,

outros tão similares.

Bares, aos milhares.

 

Bares mesmo,

onde embriago as minhas emoções,

conto nos dedos e os trago

na palma da mão: Dom Pedro, Savoy,

Gambrinus, Portuguesa e Royal.

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE). Robson Sampaio

 

Vou “m’imbora pro” Recife…

Robson Sampaio*

Vou “m’imbora pro” Recife

do mar, das jangadas, das redes,

dos pescadores, dos peixes, do caçuá,

dos mangues, das ostras, dos siris,

dos caranguejos e da minha gente…

Vou “m’imbora pro” Recife

dos caboclinhos, da ciranda,

do maracatu, do baque-virado,

do Galo da Madrugada,

do Homem da Meia-Noite,

do frevo e dos meus foliões…

Vou “m’imbora pro” Recife

dos arrecifes, das pontes, dos becos,

das travessas, dos bares, dos botecos,

dos boêmios, da lua, das estrelas, do vento,

do sol, dos meus sonhos, da minha sina e

do meu Capibaribe…

Eu vou “m’imbora pro” Recife e

vou “m’imbora pra” mim mesmo!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

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Teatro da Vida (Causos), Poesias, Minipoemas e Frases

“Orientações de um advogado para sexo seguro” – Você se lembra do tempo em que sexo seguro era usar camisinha para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez? Esqueça, os bons tempos acabaram. Confira as dicas que um homem deve observar no mundo feminista moderno! A coisa tá ficando assim: Sabe aquela gatinha que você conheceu na balada, deu o maior mole, e você convidou para um motel e ela topou? Primeiro, a leve a um hospital e peça um teste de dosagem de álcool e outras drogas, para evitar a acusação de posse sexual mediante fraude (Art. 215 CP). Depois, passe com ela num cartório e exija que ela registre uma declaração de que está praticando sexo consensual, para evitar acusação de estupro (Art. 213 CP). Exija ainda uma declaração de que ela está praticando sexo casual, para evitar pedido de pensão por rompimento de relação estável (Lei 9.278, Art. 7). Depois, vá a um laboratório e exija o exame de Beta-HCG (gonadotrofina coriônica humana), para ter certeza que você não é o pato escolhido para sustentá-la na gravidez de um bebê que não é seu (Lei 11.804 Art. 6).

É melhor rir…

No motel ou em casa, use camisinha e nada de “sexo forte” pra evitar acusações de violência doméstica e pegar a Lei Maria da Penha nas costas. Além disso, você deve paparicá-las, elogiá-las, jamais criticá-las ou reclamar coisa alguma, devem ser perfeitos capachos, para não causar qualquer “sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral”, sem que tenha obviamente os mesmos direitos em contrapartida.(Lei 11.340 Art. 5). Na saída do motel leve-a ao Instituto Médico Legal e exija um exame de corpo de delito, com expedição de laudo negativo para lesões corporais (Art. 129 CP).

…Rir sempre      

E laudo negativo para presença de esperma na vagina, para tentar evitar desembolsar nove meses de bolsa-barriga, caso ela saia dali e engravide de outro (Lei 11.804 Art. 6). Finalmente, se houver presença de esperma na vagina da moça, exija imediatamente uma coleta de amostra para futura investigação de paternidade (Lei 1.060 Art. 3 inciso VI) e solicitação de restituição de eventuais pensões alimentícias obtidas mediante ardil ou fraude (Art. 171 CP). Fazendo tudo isso, agora você pode fazer “sexo seguro”. Se ainda estiver interessado!

 

 

Poesias

  

Sou arrecifes…      

 *Robson Sampaio

 

Sou arrecifes,

de pedra esculpida nos

rebentes das ondas do mar

e na força dos ventos.

 

Sou arrecifes,

de arrebentação

de Sol no rosto

de águas azuis

de gosto de sal

de gente do frevo.

 

Sou arrecifes,

de pedra esculpida

de pontes rochosas

na sinuosidade

do Rio Capibaribe.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Recifense…

 *Robson Sampaio

 

Nas águas eternas do Rio Capibaribe,

naveguei sonhos e derramei lágrimas

de tristezas e de alegrias.

 

Nas ondas salgadas da Praia de Boa Viagem,

molhei o corpo e purifiquei a alma.

 

Nas pontes históricas do Recife,

forjei o destino e percorri as trilhas

da vida.

 

E, só assim, me tornei recifense…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Saudade danada…  

 *Robson Sampaio

 

Recife,

cadê teus arraiais,

canaviais, mucamas

e sinhazinhas?

– Casa-Grande

 

Recife,

cadê teu forró,

ciranda, maracatu

e frevo?

– Carnaval

 

Recife,

cadê teu mar,

pontes, praças

e rios?

– Beberibe e Capibaribe

 

Recife,

cadê teus boêmios,

bares, batida gelada

e mulheres?

– Poesia

 

Recife,

não mais te encontro

e sinto uma saudade

danada…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

(In)consciência!  

 

 *Robson Sampaio

 

Anjo, ele é.

Só que é um anjo diferente desses

que enfeitam igrejas, santuários, capelas

ou que aparecem corados, gorduchos e

risonhos em pinturas celestiais.

 

Anjo, ele é.

É um anjo do sofrimento, do abandono,

da fome, da miséria e do esquecimento.

Mas é um anjo, mesmo sem nada, sem-teto,

sem arcanjo e sem guarda.

 

Anjo, ele é.

De traços angélicos, de olhar infantil,

que chora de fome, que treme de frio; que

dorme nas calçadas ou nas mesas solitárias

dos bares vazios das noites-madrugadas.

 

É um anjo, sim.

De vestes esfarrapadas, de corpo sujo,

de andar sem rumo, de extrema penúria,

de querer ser santo na espera da morte.  

É o anjo da nossa (in)consciência!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

  

Duas lágrimas…  

 *Robson Sampaio

 

Amparei as duas lágrimas

em cada uma das minhas mãos

e as beijei.

E elas transformaram-se

em águas do mar…

 

Salgadas, sim!

Dolorosas, sim!

Saudosas, sim!

 

Duas lágrimas nas palmas das mãos

 e apenas um coração.

Numa dor que, só na saudade,

se é capaz de sentir em nome do amor…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Gotejos…

 

 *Robson Sampaio

 

Um tiquinho d’ água fluindo,

naquela vastidão de chão,

traz para a minha alma a

saudade de uma terra, que

nem o tempo me fez esquecer.

 

Lá adiante, corre um fiozinho d’ água

a inundar os meus olhos e as lágrimas

descem pela minha face molhada,

com a água daquele riachinho

transbordando de lembranças.

 

E daquele riachinho, a ermo,

na imensidão da terra seca,

pingam gotas de emoções a

deslizar tempo afora.

São os gotejos da minha vida.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Minipoemas

 

Alma

Um dia, em Paris, a

artista disse: “Quando

conhecer a tua alma,

eu pinto os teus olhos”.

E pintou nas duas

formas: aberto e

fechado.

 

II

Séculos depois, o poeta

disse: “Sem o dom dos

pincéis, eu não posso te

pintar. Mas, te amar de

corpo e alma”. (RS)

 

Recordações    

Na calçada, a mulher

rendeira e, na janela,

a moça brejeira.

Nos paralelepípedos,

a correria de meninos

e, na praça ao lado, o

canto de pássaros. E,

assim, o tempo voa e

mistura o ontem, o

hoje e o amanhã… (RS)

 

 Sertão        

Chão de pedras e

aperto no coração,

rios de águas,

mas, só nas lágrimas.

Valha-me, Nosso

Senhor!

Os salmos dos anjos

não chegam no meu

Sertão!  (RS)

 

Palafitas    

Eu moro no mar, “sêo”

“Dotô”, em riba de uns

cambitos de pau sem

vara de pescar.

E as ondas do mar não

embalam, como nas

canções de ninar.   (RS)

 

Desejo  

Na mão, a flor

No olhar, a paixão

No coração, o amor

Na cama, o desejo

jamais saciado… (RS)

 

Frases

A vida e a morte são irmãs siamesas. Mas, prefiro a primeira: sempre”.  “A gente sempre exige dos outros, o que nem sempre fazemos”.  Jornalista escreve quase tudo. Mas, quem escreve tudo mesmo é o dono do jornal”.  “Só diga a uma mulher  que a ama, se for verdade”.   “Jornalista, poeta, escritor, ator, compositor, cantor e  artista plástico. Ah, gente complicada”!  “A desigualdade neste País, só acaba  muda daqui a uns 500 anos”. “Nos anos de eleições, os políticos estão cheios de grande ideias. E o povo, Ó”! (RS)

 

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Teatro da Vida (Causos) Frases e Poesias

O que é ser Nordestino –  Nordestino não fica solteiro, ele fica “solto na bagaceira”.  Nordestino não conserta, ele.  “imenda”. Nordestino não bate, ele ‘senta-lhe’ a mão.  Nordestino não bebe um drink, ele “toma uma”. Nordestino não é sortudo, ele é “cagado”. (kkkkkk). Nordestino não corre, ele “dá uma carreira”. Nordestino não percebe, ele “dá fé”. ( a melhor de todas).   Nordestino não sai apressado, ele sai “desembestado”. (adoro essa palavra).  Nordestino não aperta, ele “arroxa” .Nnordestino não dá volta, ele “arrudeia”. (a melhor do dicionário). Nordestino não ouve barulho, ele ouve ” uma zuada”. Nordestino  não quebra algo, ele “tora”. Nordestino não fica tímido, ele fica “encabulado”.

😉

Nordestino não desconhece os seus conterrâneos , ele pergunta “é Fii de quem?”. Nordestino não dá bronca, dá “carão”. Nordestino quando não mora junto sem casar legalmente  ele fica “amigado”. Nordestino não é mulherengo, ele é “raparigueiro”.  Nordestino  não se dá mal, “se lasca todinho”. Nordestino quando se espanta não diz: – Xiiii! Ele diz: Oxe! Oxente! Nordestino não briga, “Quebra o pau”.  Nordestino  não fica bravo, fica “virado”.  Nordestino não fica apaixonado, ele “arrêia os pneus”. Agora… eu que  mandei isso pra tu.. Vê se repassa pros nordestinos tudim…! Somos outro nível. #Orgulhodesernordestino Essa é a nossa Língua Portuguesa!!!

 

Poesias

 

Gira, vira, revira  

 Robson Sampaio *

 

A terra gira

a vida gira

a cabeça gira

giramos nós

gira-vira

vira-gira

vira-latas

vira-copos

tudo gira

nada vira

gira-mundo

Pomba-Gira?

 

Giramos nós

viramos nós

reviramos nós

revira-olho

reviravolta

vira página

gira carrossel

girassol

giravolta

revira tudo

revira nada

gira, vira, revira

Só giramos?

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

  

Sombras  

 Robson Sampaio *

      

Nas esquinas, ,

as sombras,

nas sombras,

cada um de nós:

loucos, bêbados,

miseráveis,

os sem-nada

 

Fantasmas a

se esgueirar por

becos e vielas sombrios,

encobertos pelas vestes

negras da noite.

A fugir do presente,

a esquecer o passado

e sem ter o futuro

 

Nas esquinas,

as sombras,

nas sombras,

eu, você e o Recife…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Ah, meus saudosos canaviais...

 Robson Sampaio *

 

As pedras rochosas,

no meio dos canaviais,

são doces recordações:

cachaça, mel e peles morenas,

fontes inspiradoras das caboclas,

faceiras e brejeiras, a gerar

desejos, sonhos e paixões.

 

Ah, meus saudosos canaviais!

 

As pedras rochosas,

no meio dos canaviais,

são lembranças de amores,

nem sempre perdidas no tempo,

mas ocultas dentro do peito

e encravadas no coração.

 

Ah, meus saudosos canaviais”

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Invisibilidade!

 

*Robson Sampaio

 

Pobre criança pobre

Negra criança negra

Invisível criança invisível

 

Faminta criança faminta

Maltrapilha criança maltrapilha

Abandonada criança abandonada

Desvalida criança desvalida

Rejeitada criança rejeitada

 

A sociedade não quer te ver!

Estigma? Preconceito? Desprezo?

 

Desamada criança desamada

Maltratada criança maltratada

Odiada criança odiada

Drogada criança drogada

Vítima criança vítima

 

A sociedade não quer te ver!

Estigma? Preconceito? Desprezo?

 

Pobre criança pobre

Negra criança negra

Invisível criança invisível

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Todos, “Joões”?

 

*Robson Sampaio

 

Aos pinotes, aos pinotes,

quase em desabalada carreira,

o moleque travesso corre, com uma

bola-de-meia na mão, por debaixo

dos pés de cajueiro, goiabieira, mangueira

e fruta-pão.

 

Aos pinotes, aos pinotes,

ainda numa correria danada,

o moleque travesso leva a brincadeira

feliz, a alegria traquina de ser criança

e, no coração, todos os doces sonhos

infantis.

 

Bola-de-meia, bola-de-borracha,

bola-de-couro, bola no pé, bola cheia,

bolão, banho-de-cuia, passe de primeira,

toque sutil, drible, chute, gol.

Bola-de-sabão…

Todos, “Joões”?

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Numa noite pinense…

 

*Robson Sampaio

 

Um dia, numa noite pinense,

voavam uma gaivota e um

saco de lixo, brancos como

as nuvens.

 

Ela, com a singela leveza das

asas; ele, levado como folhas

pelo vento.

 

E, no alto do coqueiro,

uma coruja espiava o meu olhar

de espanto.

 

Juro que pensei em milagre

ou até em assombração.

Nem uma coisa nem outra:

a ave voava com o sopro

divino da vida.

 

E, o saco de lixo, com a força

da natureza, que também

é divina…

 

( A partir do seguinte mote de Ênio Reis: Brancos, na noite pinense (no Pina),

voavam um saco de lixo e uma gaivota. Um com vida, outro levado. Gaivota

no meu olhar, coruja a nos observar).

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Mar….

 Robson Sampaio *

Viver na praia,

ouvindo os acordes

da nossa música,

dedilhados no violão

de eternas noites

de serenatas,

onde reacendo o meu

amor por ti…

 

Sonho-Realidade-Vida-Morte?

 

Amor embalado

pelas ondas verdes do mar

e sabendo que um dia,

ao morrermos juntos,

seremos levados

para o mar…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Frases (RS)

“Jamais veremos outro Pelé. Nem Garrincha”.  “Antônio Camelo e Ronildo Maia Leite foram os meus Mestres no Jornalismo”. “Tenho orgulho de ser Oficial da Reserva do Exército – R/2 de Comunicações do CPOR do Recife (Turma de 1967)”. “Zé Neto, Cézar, Gibson e Jackson não são apenas irmãos. São irmãos-amigos”. “Em busca da audiência de massa, as TVs brasileiras nivelam-se por baixo”. “Já que o povão não tem memória, tem, pelo menos, frevo, futebol, samba e forró. É mole ou não, companheiros”?

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Teatro da Vida – A Copa do Mundo 2018, na Internet

Costa Rica: Um jornalista russo perguntou a Pelé: – Pelé, você acredita que a Seleção Brasileira, tricampeã mundial de 1970, no México, ganharia desta Costa Rica de hoje? Pelé: – Claro. O jornalista: – De quanto? O Rei Pelé: – De 1 a 0. O jornalista: – Só de um a zero? Pelé: – É, afinal, a maioria de nós já tem mais de 75 anos.

Abençoado?: A sorte de Neymar é que ele joga ao lado de Jesus. Cada vez que ele cai, Jesus diz: – Levanta-te e anda! Quedas: Nas redes sociais, um leitor, arriado os quatro pneus pela namorada: – As quedas de Neymar não são nada diante da minha  queda por você.

Riqueza: De outro leitor: – Que Costa Rica que nada. O Neymar é milionário. Escola: Um cidadão, no bar, ao ver a queda do técnico Tite, na comemoração do primeiro gol do Brasil, nos 2 a 0 contra a Costa Rica: – O Neymar tá fazendo escola…

 

Poesias

 

O poeta…

Robson Sampaio *

  

O poeta não morre,

simplesmente, se eterniza

Ele é palavra, verbo, substantivo,

adjetivo, advérbio, pronome,

interjeição, interrogação, exclamação,

preposição, vírgula, ponto e vírgula,

ponto, dois pontos, cê-cedilha.

 

É o alfabeto: vogais – a,e,i,o,u;

consoantes – ch, lh, nh, k, w, y, z.

É poema, prosa, verso, frase,

inspiração, evocação, declamação,

emoção.

 

Ele não morre, eterniza-se

nas palavras da poesia.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

A Inveja

Robson Sampaio

 

“A inveja, quando não mata,

aleija os pensamentos e

o estômago vomita as vísceras

reféns da raiva e do ódio”.

Dedilha na viola, o violeiro cego,

um cântico choramingado em

frente à praça da Igreja-Matriz.

E tasca mais versos, no choramingar

da viola: “Sentimento impuro, capaz

de gerar ciúme, insensatez ou ódio,

tamanho é o desatino

e que pode levar ao crime”.

E o violeiro cego dedilha, no

choramingar da viola, o arremate do

cântico: “E Caim matou Abel!”

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

“Os 7 Pecados Capitais”

 

Robson Sampaio

 

“Avareza: apodrece a alma.

“Gula: Defeito também de pobre.

“Inveja: Pode levar ao enfarte.

“Ira: O caminho da insanidade.

“Luxúria: O espelho dos pobres

de espírito.

“Preguiça: Sombra e água fresca,

pois ninguém é de ferro.

“Vaidade: Todos temos, de mais

ou de menos.

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Sou arrecifes…

 *Robson Sampaio

       

Sou arrecifes,

de pedra esculpida nos

rebentes das ondas do mar

e na força dos ventos.

 

Sou arrecifes,

de arrebentação

de Sol no rosto

de águas azuis

de gosto de sal

de gente do frevo.

 

Sou arrecifes,

de pedra esculpida

de pontes rochosas

na sinuosidade

do Rio Capibaribe.

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Desabafo              

*Robson Sampaio

 

Eu queria falar

Faltaram palavras

Eu queria gritar

Faltou voz

Eu queria chorar

Faltaram lágrimas

Eu queria sorrir

Faltou alegria

Eu queria ser bom

Faltou compreensão

Eu queria ser mau

Faltou coragem

Eu queria ter fé

Faltou crença

Eu queria ser feliz

Faltou você

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Vai homem…  

 *Robson Sampaio

 

Vai homem,

segue a estrada,

 vive a vida,

a vivência da vida

 

Vai homem,

cruze a encruzilhada,

não olhe para trás,

tece o teu destino.

 

Vai homem,

sua a testa com trabalho,

bebe a água do rio,

ergue o teu futuro.

 

Vai homem,

ama a natureza,

purifica a tua alma,

reverencia a Deus.

 

Vai homem,

esquece o ódio,

ilumina a escuridão,

enaltece o amor.

 

Vai homem,

segue a estrada,

 vive a vida,

a vivência da vida.

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

(In)consciência!  

  *Robson Sampaio

 

Anjo, ele é.

Só que é um anjo diferente desses

que enfeitam igrejas, santuários, capelas

ou que aparecem corados, gorduchos e

risonhos em pinturas celestiais.

 

Anjo, ele é.

É um anjo do sofrimento, do abandono,

da fome, da miséria e do esquecimento.

Mas é um anjo, mesmo sem nada, sem-teto,

sem arcanjo e sem guarda.

 

Anjo, ele é.

De traços angélicos, de olhar infantil,

que chora de fome, que treme de frio; que

dorme nas calçadas ou nas mesas solitárias

dos bares vazios das noites-madrugadas.

 

É um anjo, sim.

De vestes esfarrapadas, de corpo sujo,

de andar sem rumo, de extrema penúria,

de querer ser santo na espera da morte.  

É o anjo da nossa (in)consciência!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Duas lágrimas…  

*Robson Sampaio

 

Amparei as duas lágrimas

em cada uma das minhas mãos

e as beijei.

E elas transformaram-se

em águas do mar…

 

Salgadas, sim!

Dolorosas, sim!

Saudosas, sim!

 

Duas lágrimas nas palmas das mãos

 e apenas um coração.

Numa dor que, só na saudade,

se é capaz de sentir em nome do amor…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

  

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Teatro da Vida (Causos) e Poesias

Entrevista de Emprego (Está rolando na Internet) – Seu nome? – Luiz. – Escolaridade? – Terceiro ano “completo”! – Vamos começar com perguntas simples, conhecimentos gerais, História, Geografia, Ciências, personalidades.- Quem foi Stalin? – Um cara que cantava estalando os dedos. – E Lênin? – Tocava nos Beatles. – O senhor não quer dizer Lennon? – Esse fazia dupla com a Lilian. – Ah… Leno!  – Vamos mudar de assunto. O que é equação? – É a arte de montar uma égua. – E equitação? – É quando a gente paga todas as nossas dívidas. – O que é um quelônio? – É um tipo de mineral radioativo. – Não seria plutônio? – Não…, esse é o nome completo do cachorro do Mickey.- O que é fotossíntese? – Denominação técnica para um retratinho 3 x 4. – O que é um símio? – Um cara que nasceu na Símia. – Na Símia? E qual é a capital da Símia? – Nessa tu me pegou: não me lembro agora. – Quem era Pancho Vila? – Companheiro de Dom Caixote. – O que é um caudilho? – Um osso que tem na ponta da coluna que, segundo os cientistas, comprova que o homem tinha rabo e descende do macaco. – Onde fica a vesícula? – Debaixo da clavícula. – Onde ficam os glúteos e para que servem? – Ficam na garganta e servem para engolir. – Onde fica o baço? – Não é baço. É braço. São dois e ficam antes das mãos. – Para que servem as fibras óticas? – Para movimentar os olhos. – Onde fica o Triângulo das Bermudas? – Qualquer costureira sabe: entre o cós e o gavião.  – Quem descobriu a Lei da Gravidade? – Um médico ginecologista francês, o Dr. Jeckyl. – Putz! E quem foi Sócrates? – Sócrates? Jogou na seleção. Tá vendo? Também conheço futebol; não é por ser “curintchiano” que tenho que ser “inguinorante!” Pois não é que o cara foi aprovado e admitido!!! Trabalhou um ano, perdeu o dedinho da mão esquerda, se aposentou, foi para o sindicato e, bem… O resto todo mundo já sabe a merda que deu!!!  PS: Dizem que perguntaram a essa besta a diferença entre fatura e a duplicata.  Vejam que resposta: “Fatura é quando a gente quebra um braço e duplicata é quando quebra os dois!”

 

É melhor rir…

“Corrigindo Ditados”: – Se Maomé não vai à montanha… é porque ele se mandou pra praia. – A esperança e a sogra são… as últimas que morrem. – Quem dá aos pobres… cria o filho sozinha.- Depois da tempestade vem a… gripe. – Antes tarde do que… mais tarde.- Em terra de cego quem tem um olho é… caolho. – Quem cedo madruga… fica com sono o dia inteiro. – Pau que nasce torto… faz xixi no chão.

…Rir sempre 

    “Corrigindo Ditados” II: – É dando que se… engravida. – Quem ri por último… é retardado. – Quem com ferro fere… não sabe como dói. – Em casa de ferreiro… só tem ferro. – Quem tem boca… fala, mas quem tem grana é que vai a Roma!  – Gato escaldado… morre, porra!. – Quem espera… fica de saco cheio. – Quando um não quer… o outro insiste. – Os últimos serão… desclassificados. – Devagar… nunca se chega. – Alegria de pobre… é impossível.

 

Poesias

 

Os mortos riem…    

  • Robson Sampaio *

 

 

No Dia dos Mortos,

os mortos riem do choro

e das rezas dos vivos,

lamúrias perturbadoras

da paz e do silêncio

do Campo Santo.

 

Os mortos riem tal qual

hienas: sorrisos permanentes…

Mas, os vivos choram e choram,

rezam e rezam, enquanto os mortos

riem, riem e até gargalham…

 

Os mortos riem,

no Dia dos Mortos, ou não.

Tal qual hienas: sorrisos permanentes,

escárnio dos vivos-sobreviventes e mortos-vivos,

rotina da vida eternamente…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Sinfonia dos Vagabundos

*Robson Sampaio

  

        Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

compor a Sinfonia dos poetas,

boêmios e miseráveis.

Vaguemos pelas ruas sujas e

fétidas, onde chagas de dor

e de desespero são expostas na

Sinfonia de todos os dias.

 

       Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

ouvir a ladainha das devotas

beatas a compor a Sinfonia

dos pecadores de corpo e de alma.

 

       Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

cantar o frevo-canção de dor,

de tristeza e de saudade,

num cântico excêntrico da

Sinfonia dos Vagabundos…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Vai homem

 *Robson Sampaio

 

Vai homem,

segue a estrada,

 vive a vida,

a vivência da vida

 

Vai homem,

cruze a encruzilhada,

não olhe para trás,

tece o teu destino.

 

Vai homem,

sua a testa com trabalho,

bebe a água do rio,

ergue o teu futuro.

 

Vai homem,

ama a natureza,

purifica a tua alma,

reverencia a Deus.

 

Vai homem,

esquece o ódio,

ilumina a escuridão,

enaltece o amor.

 

Vai homem,

segue a estrada,

 vive a vida,

a vivência da vida.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Tigresa

 *Robson Sampaio

Os olhos da tigresa

são esmeraldas incrustadas

nas águas verdes do mar.

Luzes que refletem o brilho

dessa mulher, porém, não

decifram os enigmas da sua

alma…

 

Os olhos da tigresa

são lanças flamejantes de desejo

e de paixão,

a rasgar entranhas e a ferir

com a dor bendita encravada

no coração…

 

Os olhos da tigresa são

a força felina de cada gesto,

a expor também a graça e a leveza,

enquanto o seu corpo resplandece

toda a beleza das fêmeas sensuais

e só domadas pelas carícias

do amor…

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Meninos-fantasmas            

 *Robson Sampaio

 

Meninos sem rosto,

de tênues traços sem cor.

Meninos sem nome,

habitantes de pontes

e marquises.

Meninos-fantasmas,

que se esgueiram por becos

e esquinas desumanos.

Meninos sem rumos,

descaminhos da volta,

vândalos do inconsciente

social.

Meninos de vida na sarjeta,

Meninos da noite, opções do escuro.

Meninos de rua,

Crianças, apenas na idade…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Menina-Santa  

 *Robson Sampaio

   

Menina-criança,

roubaram a tua boneca,

o teu sorriso,

a tua alegria.

 

Menina-moça,

roubaram a tua meiguice,

os teus encantos,

o teu corpo.

 

Menina-mulher,

ainda menina e moça,

não hão de roubar

a tua alma, a tua paz,

a tua vida.

Menina-Santa,

como tantas outras…

* À Casa de Passagem (Recife-PE).

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

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