Teatro da Vida (Causos) e Poesias

Não adianta, idade é experiencia! – A Receita Federal convoca o velhinho que caiu na malha fina, para dar explicações sobre a origem de sua receita. O fiscal da Receita nem ficou surpreso quando o velhinho apareceu com seu advogado. O auditor disse, ‘Bem, senhor, você tem um estilo de vida extravagante e sem emprego o tempo todo, como você pode explicar, dizendo que ganha dinheiro no jogo. A Receita Federal não considera crível essa explicação. ” Eu sou um Grande jogador, e eu posso provar isso “, diz o  velhinho. “Que tal uma demonstração? O auditor pensa por um momento e disse: ‘Ok … Vá em frente. ” Avô diz: “Eu aposto com você mil reais que eu posso morder meus próprios olhos.” O auditor pensa um instante e diz: ‘Tá apostado.” O velhinho tira o olho de vidro e morde. O queixo do auditor cai. O velhinho diz: ‘Agora, eu aposto dois mil reais que eu posso morder o meu outro olho.  Agora, o auditor, sabendo que o velhinho não é cego, topa a aposta. O velhinho tira a dentadura e morde seu olho bom.  O auditor atordoado e nervoso, pois percebe que apostou e perdeu duas vezes, tendo o procurador do velhinho como testemunha. “Quer ir para o dobro ou nada? O velhinho fala: ‘Aposto seis mil reais que posso ficar em um lado da sua mesa, e fazer xixi na lixeira do outro lado e que não cairá nenhum pingo sobre a sua mesa… O auditor, duas vezes queimado, é cauteloso agora, mas olha com atenção e decide que não há nenhuma possibilidade de ele fazer aquilo sem respingar sobre a mesa, então ele topa apostar de novo. *O velhinho fica ao lado da mesa e abre sua calça, mas apesar de forçar poderosamente, não consegue fazer o fluxo do mijo alcançar a lixeira do outro lado, então ele praticamente urina em toda mesa do auditor … O auditor da saltos de alegria, percebendo que ele acabou de ganhar a aposta. Mas percebe que o advogado do velhinho estava aos gemidos e com a cabeça entre as mãos. ‘Você está bem?’ o auditor pergunta ao advogado. “Claro que não!” diz o advogado. Esta manhã, quando meu avô me disse que tinha sido convocado pela Receita Federal, ele apostou comigo vinte e cinco mil reais que viria aqui e faria xixi na mesa do fiscal e que ele ficaria feliz com isso! (Na Internet)

 

 

 

 

 

 

 

POESIAS

 

Saudade de você

*Robson Sampaio

Saudade?

Sim, saudade

do teu corpo.

Só de teu corpo?

Não.

De tua boca

tua pele, teu odor,

teu olhar.

Saudade

de tua voz, teus sussurros,

teus abraços, teus gemidos.

Saudade

de teu sorriso, tuas mãos,

tuas brigas,

do teu jeito se ser.

 

Saudade,

grande, imensa, descomedida,

a sangrar no meu peito e

a calar a minha voz.

Saudade,

de você…

*À Lucinha (minha mulher).

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A vida é a escola do poeta…  

 

  • Robson Sampaio *

A arte de escrever

é a arte de ler,

dizem os eruditos.

A arte de viver

é a arte de aprender,

dizem os leigos.

 

Por isso, leio pouco,

por isso, escrevo pouco.

Porém, vivo muito e,

talvez, aprenda muito.

Talvez, seja um poeta,

Talvez, só um prosador.

 

Mas, os versos brotam da vida

e a vida é uma escola.

Daí, leio pouco,

daí, escrevo pouco.

Por isso, repito:

Porém, vivo muito e,

talvez, aprenda muito.

– A vida é a escola do poeta…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Favela, cadela…    

*Robson Sampaio
 No ventre

filhotes famintos,

cães da desesperança.

No uivo sinistro, latidos só

de lamentos…

Favela, cadela…

 

No meio do lixo,

parida de vira-latas,

cruzada com cão raivoso,

mãe de triste matilha….

Favela, cadela…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

“Poetisa Ardente”  

*Robson Sampaio
O tom alaranjado do fogo nas vestes

adquire rapidamente a cor vermelha

ao queimar a carne.

 

As chamas transformam o corpo

da “Poetisa Ardente” em tocha humana,

sem, contudo, lhe atingir a alma.

 

A frustração da “Poetisa Ardente”,

ao se imolar na fogueira de livros,

é raio incandescente a traçar no Céu

o desespero cotidiano de todos nós.

 

E, certamente, Deus te dirá:

-Bom-dia, “Poetisa Ardente”, sorrias

para a Eternidade…”

 * Homenagem a uma servidora pública que, desesperada com a sua situação financeira, fez uma fogueira com os livros, se jogou dentro e morreu carbonizada em sua casa.

 * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Desabafo              

*Robson Sampaio

Eu queria falar

Faltaram palavras

Eu queria gritar

Faltou voz

Eu queria chorar

Faltaram lágrimas

Eu queria sorrir

Faltou alegria

Eu queria ser bom

Faltou compreensão

Eu queria ser mau

Faltou coragem

Eu queria ter fé

Faltou crença

Eu queria ser feliz

Faltou você

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Sem vacinas  

  *Robson Sampaio

  Cão vadio, solto nas favelas (sujo, esquálido

e faminto) – aos milhões.

 

Cão raivoso, solto nas ruas (colérico, danoso

e assassino) – aos milhares.

 

Cão farejador, solto nos quartéis (investigador, repressor

e violento) – aos milhares.

 

Cão de raça, solto nos condomínios (forte, limpo

e perfumado) – aos milhões.

 

Cão de caça, solto nos gabinetes (ditador, especulador

e opressor ) – aos milhares.

 

Cão infiel, solto nas tribunas (narcisista, embusteiro

e fisiológico) – aos milhares.

 

Matilhas sem vacinas – Todos!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Indiferença        

*Robson Sampaio

 

Olhos esbugalhados,    

 

cabeça pendente,

mão no queixo,

semblante triste,

olhar no nada.

 

Alma ferida,

carne cortada,

solidão deserta,

aridez da vida,

vida feito pedra,

indiferença coletiva.

 

Olhos esbugalhados,

cabeça pendente,

mão no queixo,

fome amarga,

revolta no peito…

 * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Ah, essa mulher bonita!

*Robson Sampaio

Ah, essa mulher bonita!

Inventa e reinventa modas.

Primeiro, ajustando o corpo

e, depois, a alma,

só para nos agradar.

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

Sorriso delicado, ar atrevido,

espírito irreverente, misto de

mulher e menina, um quê de moleca

com um quê de sensual…

Enigmas em sintonia

com o verde-azul do mar…

Ah, essa mulher bonita!

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Tigresa

*Robson Sampaio

Os olhos da tigresa

são esmeraldas incrustadas

nas águas verdes do mar.

Luzes que refletem o brilho

dessa mulher, porém, não

decifram os enigmas da sua

alma…

 

Os olhos da tigresa

são lanças flamejantes de desejo

e de paixão,

a rasgar entranhas e a ferir

com a dor bendita encravada

no coração…

 

Os olhos da tigresa são

a força felina de cada gesto,

a expor também a graça e a leveza,

enquanto o seu corpo resplandece

toda a beleza das fêmeas sensuais

e só domadas pelas carícias

do amor…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Espanto    

*Robson Sampaio

Sombras, sombras

e mais sombras

Dia, noite, madrugada,

Assombrosas,

Mal-assombradas,

Embruxadas,

Enfeitiçadas,

 

Dia, noite, madrugada,

 

Maléficas,

Soturnas,

Escuras

Fantasmagóricas

 

Dia, noite, madrugada

 

Pavorosas

Medonhas

Horrorosas

Macabras

Tênues réstias

das mortes.

 * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

e-mail: rsampaioblog@gmail.com

 

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Teatro da Vida (Causos) e Poesias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POESIAS

Tigresa

 *Robson Sampaio

Os olhos da tigresa

são esmeraldas incrustadas

nas águas verdes do mar.

Luzes que refletem o brilho

dessa mulher, porém, não

decifram os enigmas da sua

alma…

 

Os olhos da tigresa

são lanças flamejantes de desejo

e de paixão,

a rasgar entranhas e a ferir

com a dor bendita encravada

no coração…

 

Os olhos da tigresa são

a força felina de cada gesto,

a expor também a graça e a leveza,

enquanto o seu corpo resplandece

toda a beleza das fêmeas sensuais

e só domadas pelas carícias

do amor…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Meninos-fantasmas            

 *Robson Sampaio

 

Meninos sem rosto,

de tênues traços sem cor.

Meninos sem nome,

habitantes de pontes

e marquises.

Meninos-fantasmas,

que se esgueiram por becos

e esquinas desumanos.

Meninos sem rumos,

descaminhos da volta,

vândalos do inconsciente

social.

Meninos de vida na sarjeta,

Meninos da noite, opções do escuro.

Meninos de rua,

Crianças, apenas na idade…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Menina-Santa  

 *Robson Sampaio

   

Menina-criança,

roubaram a tua boneca,

o teu sorriso,

a tua alegria.

 

Menina-moça,

roubaram a tua meiguice,

os teus encantos,

o teu corpo.

 

Menina-mulher,

ainda menina e moça,

não hão de roubar

a tua alma, a tua paz,

a tua vida.

Menina-Santa,

como tantas outras…

* À Casa de Passagem (Recife-PE).

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

O poeta…

Robson Sampaio *

 

 O poeta não morre,

simplesmente, se eterniza

Ele é palavra, verbo, substantivo,

adjetivo, advérbio, pronome,

interjeição, interrogação, exclamação,

preposição, vírgula, ponto e vírgula,

ponto, dois pontos, cê-cedilha.

 

É o alfabeto: vogais – a,e,i,o,u;

consoantes – ch, lh, nh, k, w, y, z.

É poema, prosa, verso, frase,

inspiração, evocação, declamação,

emoção.

 

Ele não morre, eterniza-se

nas palavras da poesia.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

21.10.2017

 

A Inveja

Robson Sampaio

“A inveja, quando não mata,

aleija os pensamentos e

o estômago vomita as vísceras

reféns da raiva e do ódio”.

Dedilha na viola, o violeiro cego,

um cântico choramingado em

frente à praça da Igreja-Matriz.

E tasca mais versos, no choramingar

da viola: “Sentimento impuro, capaz

de gerar ciúme, insensatez ou ódio,

tamanho é o desatino

e que pode levar ao crime”.

E o violeiro cego dedilha, no

choramingar da viola, o arremate do

cântico: “E Caim matou Abel!”

* Jornalista e poeta da Cadeira 22, da Academia Recifense de Letras.

(07.07.15)

 

 

“Os 7 Pecados Capitais”

 

Robson Sampaio

 

“Avareza: apodrece a alma.

“Gula: Defeito também de pobre.

“Inveja: Pode levar ao enfarte.

“Ira: O caminho da insanidade.

“Luxúria: O espelho dos pobres

de espírito.

“Preguiça: Sombra e água fresca,

pois ninguém é de ferro.

“Vaidade: Todos temos, de mais

ou de menos.

 

* Jornalista e poeta da Cadeira 22, da Academia Recifense de Letras.

(03.09.12)

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Teatro da Vida (Causos), Poesias, Minipoemas e Frases

 

 

 

 

 

O maior ladrão do mundo

 

 

 

POESIAS

 

 

Saudade de você

*Robson Sampaio

 

Saudade?

Sim, saudade

do teu corpo.

Só de teu corpo?

Não.

De tua boca

tua pele, teu odor,

teu olhar.

 

Saudade

de tua voz, teus sussurros,

teus abraços, teus gemidos.

 

Saudade

de teu sorriso, tuas mãos,

tuas brigas,

do teu jeito se ser.

 

Saudade,

grande, imensa, descomedida,

a sangrar no meu peito e

a calar a minha voz.

Saudade,

de você…

*À Lucinha (minha mulher).

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Desabafo              

*Robson Sampaio

 

Eu queria falar

Faltaram palavras

Eu queria gritar

Faltou voz

Eu queria chorar

Faltaram lágrimas

Eu queria sorrir

Faltou alegria

Eu queria ser bom

Faltou compreensão

Eu queria ser mau

Faltou coragem

Eu queria ter fé

Faltou crença

Eu queria ser feliz

Faltou você

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Ah, essa mulher bonita!

*Robson Sampaio

Ah, essa mulher bonita!

Inventa e reinventa modas.

Primeiro, ajustando o corpo

e, depois, a alma,

só para nos agradar.

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

Sorriso delicado, ar atrevido,

espírito irreverente, misto de

mulher e menina, um quê de moleca

com um quê de sensual…

Enigmas em sintonia

com o verde-azul do mar…

Ah, essa mulher bonita!

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Tigresa

*Robson Sampaio

Os olhos da tigresa

são esmeraldas incrustadas

nas águas verdes do mar.

Luzes que refletem o brilho

dessa mulher, porém, não

decifram os enigmas da sua

alma…

 

Os olhos da tigresa

são lanças flamejantes de desejo

e de paixão,

a rasgar entranhas e a ferir

com a dor bendita encravada

no coração…

 

Os olhos da tigresa são

a força felina de cada gesto,

a expor também a graça e a leveza,

enquanto o seu corpo resplandece

toda a beleza das fêmeas sensuais

e só domadas pelas carícias

do amor…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A Cruz do Patrão

 Robson Sampaio *

Ecoam gritos eternos na

vastidão das noites e do mar.

Gritos de dor lancinante,

tão fortes que varam os

arrecifes, as almas emitem

sons quase selvagens.

São lamentos de negros

sem o sonho da liberdade,

feridos de saudades e de morte.

Submissos à espera do senhorio

estão os filhos da vida sem vida,

confinados na Cruz do Patrão,

onde o tempo não sepulta a lenda

e a injustiça ainda açoita os insepultos,

escravos-fantasmas…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Águas do Mar

*Robson Sampaio

 

Há um cheiro de mulher no ar,

uma mistura com o cheiro

das águas do mar.

 

Há corpos seminus,

deitados nas areias mornas

do mar.

 

Há mulheres nas ruas: negras,

brancas, loiras, morenas, mulatas,

todas com o gosto dos frutos

do mar.

 

Há olhares, gestos, promessas e

sorrisos entre homens e mulheres,

em cumplicidade com o sol e

embalados nas ondas

do mar.

 

Há ternura, solidão, juras de amor,

paixões desenfreadas, que só o

verão recifense pode dar

nas águas do mar

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Olhos flamejantes…    

*Robson Sampaio

 

Olhos flamejantes,

os teus…

– Diamantes ou rubis?

Brilho incandescente,

 fonte natural de desejo

 

Olhos flamejantes

os teus…

– Diamantes ou rubis?

Luz maior que o Sol

vontade de me queimar.

 

Olhos flamejantes,

os teus…

– Diamantes ou rubis?

Faíscas ardentes,

brasas para me arder.

 

Olhos flamejantes,

os teus…

– Diamantes ou rubis?

Raios a riscar o Céu e

a penetrar nos meus…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Duas lágrimas…  

*Robson Sampaio

 

Amparei as duas lágrimas

em cada uma das minhas mãos

e as beijei.

E elas transformaram-se

em águas do mar…

 

Salgadas, sim!

Dolorosas, sim!

Saudosas, sim!

 

Duas lágrimas nas palmas das mãos

 e apenas um coração.

Numa dor que, só na saudade,

se é capaz de sentir em nome do amor…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Minipoemas

 

Lucinha…  

Um simples terraço,

duas cadeiras vazias

e, no meu coração,

o teu nome,

Lúcia Maria…

*À minha mulher, Lúcia. (RS)

 

Adeus…

Um sorriso

Uma lágrima

Adeus.

Uma saudade a mais (RS)

 

 

Paixão…

Quando olho pra você,

não tem jeito: estremeço,

me alucino e acho que

vou explodir de paixão… (RS)

 

 

Frases (RS)

 

Se a mulher não fosse a obra-prima de Deus, os homens não existiriam”. “A negra é a avó; a mestiça é a mãe; a mulata é a filha; e a morena é a neta deste País”. “Lucinha não é apenas a minha mulher, há 45 anos. É o anjo que  Deus colocou ao meu lado”. Só covardes batem em mulher”. “Minhas filhas e netos são provas da benção de Deus a mim e à Lucinha”. “Só diga a uma mulher que a ama, se for verdade”. “Nada de Gabriela, cravo e canela. Mas, Gabi, rosas e bem-me-quer”. “Numa briga de marido e mulher, ela sempre tem razão”. “Mulher e doce de coco são sinônimos”.

 

 

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Teatro da Vida (Causos) e Poesias

Sexo – Você sabe que hoje è o dia mundial do SEXO? ​O QUE É SEXO​ ​SEGUNDO o MÉDICO​, é uma doença, porque sempre acaba na cama. ​SEGUNDO o ADVOGADO​, é uma injustiça, porque sempre há um que fica por baixo. ​SEGUNDO o ENGENHEIRO​, é uma máquina perfeita, porque é a única que pode trabalhar deitada. ​SEGUNDO o ARQUITETO​, é um erro de projeto, porque a área de lazer fica muito próxima à rede de esgoto. ​SEGUNDO o POLÍTICO​, é um ato de democracia perfeito, porque todos gozam independente da posição.(na Internet).

 

 Poema do Amor…

Eu tinha Marcela

Me tiraram o mar

Só sobrou a cela

Autor: Temer

 

 

 

 

 

 

 

 

 Nas Redes Sociais: Vai trabalhar vagabundo…

POESIAS
Às Mães…

Maria…

*Robson Sampaio

 

O quadro pintado

em preto e branco

não tinha o colorido

da vida terrena e,

sim, o negro da noite

e o clarão do dia.

Mas aquela mulher,

com a criança nos braços,

bem que poderia ser

a Virgem Maria…

* À minha mãe, Dinah.

* Saudades de Dinah, Zé Neto, Robson, Cézar, Gibson e Jackson

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Mãe…    

*Robson Sampaio

Palavra-ventre

Palavra-menina

Palavra-moça

Palavra-mulher

Palavra-vida

Palavra-luz

Palavra-Santa

Todas mulheres

Todas Marias

Todas Luzias

Todas Santas

Santas Marias

Marias e Luzias

de todos os filhos…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

A bença, mãe…

*Robson Sampaio

 

A mulher é a obra-prima

de Deus.

Mãe, filha, irmã, amiga e

amante.

Todas sublimes.

 

Josefa deu à luz!

Severina pariu!

Maria concebeu Jesus!

 

As sementes germinam:

no ventre a vida,

no coração o amor,

no olhar a ternura e,

na alma, a luz.

 

Todas sublimes,

todas maternas,

todas filhas de Maria.

A bença, mãe!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

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Teatro da Vida (Causos) e Poesias

O que escrever, no túmulo, se você é… – ESPÍRITA: Volto já. INTERNAUTA: www.aquijaz.com.br. AGRÔNOMO: Favor regar o solo com Neguvon. Evita Vermes. ALCOÓLATRA: Enfim, sóbrio. ARQUEÓLOGO: Enfim, fóssil. ASSISTENTE SOCIAL: Alguém aí, me ajude! MANO: Fui. CARTUNISTA: Partiu sem deixar traços. POLICIAL: Tá olhando o quê? Circulando, circulando… ECOLOGISTA: Entrei em extinção. ENÓLOGO: Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma Formol e after tasting que denota presença de microorganismos diversos. FUNCIONÁRIO PÚBLICO: É no túmulo ao lado. GARANHÃO: Rígido, como sempre. GAY: Virei purpurina. HERÓI: Corri para o lado errado. HIPOCONDRÍACO: Eu não disse que estava doente?!?! HUMORISTA: Isto não tem a menor graça. JANGADEIRO DIABÉTICO: Foi doce morrer no mar. JUDEU: O que vocês estão fazendo aqui? Quem está tomando conta do lojinha? PESSIMISTA: Aposto que está fazendo o maior frio no inferno. PSICANALISTA: A eternidade não passa de um complexo de superioridade mal resolvido. SANITARISTA: Sujou!!! SEX SYMBOL: Agora, só a terra vai comer. VICIADO: Enfim, pó! ADVOGADO: Disseram que morri…, mas vou recorrer!!!

  

É melhor rir… – “Fora esse malfeitor!”: Finalmente, descobriu-se o verdadeiro vilão da história!.. Estudos europeus revelaram os efeitos das bebidas sobre o organismo. Existem evidências de que:  Vodka + Gelo = lasca os rins! Rum + Gelo = prejudica o fígado! Whisky + Gelo = judia o coração! Gin + Gelo = retrocessa o cérebro! Coca-Cola + Gelo = danifica o estômago! Pelo que parece é esse filho da mae do Gelo que estraga tudo! Estou tomando uma antipatia de Gelo … E eu que pensava que ele era inofensivo!!!

 

…Rir sempre – “O bêbado”: O bêbado é detido pela Polícia às 3 da manhã. O policial pergunta: – Aonde vai a esta hora? O bêbado responde:- Vou a uma conferência sobre o abuso do álcool e seus efeitos letais para o organismo, o mau exemplo, as consequências nefastas para a família, bem como o problema que causa na economia familiar e a irresponsabilidade absoluta. O policial olha sem acreditar e diz:  Sério? E quem vai dar essa conferência a esta hora da madrugada? – E quem pode ser?… A minha mulher. Logo que eu chegar em casa.
POESIAS

 

Filhos da Caatinga

 

Robson Sampaio

 

Ôxente, meu fio,

cadê o boi no cercado

e toda aquela plantação?

Foi embora no vento,

sumiu tudo no céu,

feito ave de arribação.

Agora, é só terra em brasas,

ardendo que nem tição.

 

Do gado só as cabeças,

igual à assombração.

Feito rio escorregadio,

a terra plantada se foi,

levada no deslize do chão.

Ai, que tamanha judiação.

 

Inhô, num gema não,

basta de choro e reza,

feitos só de lamentação.

A terra é seca e batida,

igual alma sem alumiação,

mas, de gente com fé no Santo,

indo e vindo, solta pelo Sertão.

 

São os filhos da Caatinga

sofrendo toda humilhação.

Mas, briga, mata, esfola ou morre,

mesmo sem ser Lampião.

Ôxente, sêo Capitão,

Virge, Santa Maria,

pra quê ser tão valentão?

Num tem nem quase a vida

e, muito menos, esse chão.

 

Cruz Credo, Ave Maria,

dê-me a benção Padim Ciço,

pois, é só dor no meu Sertão.

Mas, juro meu Santo querido,

que de fome, a gente num morre não.

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Sinfonia dos Vagabundos

*Robson Sampaio

  

        Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

compor a Sinfonia dos poetas,

boêmios e miseráveis.

Vaguemos pelas ruas sujas e

fétidas, onde chagas de dor

e de desespero são expostas na

Sinfonia de todos os dias.

 

       Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

ouvir a ladainha das devotas

beatas a compor a Sinfonia

dos pecadores de corpo e de alma.

 

       Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

cantar o frevo-canção de dor,

de tristeza e de saudade,

num cântico excêntrico da

Sinfonia dos Vagabundos…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Choramingar da viola  

                

*Robson Sampaio

O choramingar da velha e ensebada viola

emite sons que parecem rezas abençoadas

por santos puros e impuros:

Sacrilégio?

 

O choramingar da velha e ensebada viola

entoa cânticos em dias de festas nas antigas

ruas e igrejas:

Profano e Religioso?

 

O choramingar da velha e ensebada viola

ecoa no oráculo sem perdão dos rituais sacramentos

e dos sentimentos do povo:

Inquisição?

 

O choramingar da velha e ensebada viola

já não alcança a surdez dos desertos de hoje:

A bença, mãe! A bença, pai!

Salvação?

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Desabafo

 

Robson Sampaio            

Eu queria falar

Faltaram palavras

Eu queria gritar

Faltou voz

Eu queria chorar

Faltaram lágrimas

Eu queria sorrir

Faltou alegria

Eu queria ser bom

Faltou compreensão

Eu queria ser mau

Faltou coragem

Eu queria ter fé

Faltou crença

Eu queria ser feliz

Faltou você

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Eu sou Capibaribe   

 

*Robson Sampaio

 

Dos mangues do rio arranquei

a carne da sobrevivência:

as iguarias das mesas das sirigaitas.

 

Das águas do rio tirei

o som da flauta;

a composição dos pássaros,

a sinfonia de todos os cânticos.

 

Vim de muito longe,

passei por Beberibe;

eu sou recifense,

eu sou Capibaribe.

 

Nas correntezas do rio embalei

os nossos sonhos,

o mergulho profundo:

ora vida, ora morte.

 

Vim de muito longe,

passei por Beberibe;

eu sou recifense,

eu sou Capibaribe.

(A Zé da Flauta)

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE).

Feliz, ele…    

Robson Sampaio

(* A Paulo Mendes Campos)

 

O poeta teve o bairro, o mar

e o bar.

Feliz, ele…

Desprezou o outrora para que a

rosa não lhe perturbasse os

sonhos.

O mar teve como o amor maior,

onde derramou lágrimas

para que não se perdessem no

tempo.

Como mágico das palavras (ou seria poesia,

coisa só sua, íntima e necessária?), diz que

a vida enganou a vida, o homem enganou o

homem.

E que multiplicou a sua dor e, também,

a esperança.

Feliz, enganou a todos nós, pois teve o

bairro, o mar e o bar.

Feliz, ele… E eu!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Mulher  

*Robson Sampaio

Mulher-menina

Mulher-amiga

Mulher-briga (ou intriga)

Mulher-amada (ou desejada)

Mulher-amor,

Ah, o amor!

 

Amor-gostoso

Sem aval (ou endosso)

Amor-verdade

Amor-instinto

Amor-paixão

Amor-amor

Mulher-saudade

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Ah, essa mulher bonita!

 

Robson Sampaio

Ah, essa mulher bonita!

Inventa e reinventa modas.

Primeiro, ajustando o corpo

e, depois, a alma,

só para nos agradar.

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

Sorriso delicado, ar atrevido,

espírito irreverente, misto de

mulher e menina, um quê de moleca

com um quê de sensual…

Enigmas em sintonia

com o verde-azul do mar…

Ah, essa mulher bonita!

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 rsampaioblog@gmail.com

 

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