Curso de Eletricista Automotivo é ministrado a 25 jovens do Case Caruaru

A iniciativa, que tem como diferencial a curta duração, é resultado de parceria entre a Funase e o Senai

 

Uma parceria entre a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Pernambuco está beneficiando 25 jovens do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Caruaru, no Agreste do Estado. Os adolescentes estão participando do curso de Eletricista Automotivo e Sistemas de Sinalização. Com 60 horas, a formação tem como diferencial o fato de ter curta duração, uma vez que as aulas ocorrem nas segundas, terças, quintas e sextas, o que torna a atividade ainda mais atrativa para os participantes.

 

Os alunos aprendem conhecimentos em eletricidade, interruptores, luz, ignição, fusíveis e outros elementos. Da carga horária, 20 horas são teóricas, e 40, práticas. As aulas acontecem dentro da unidade e devem se estender por pouco mais de um mês. “O grande ganho disso é que estamos dando uma perspectiva a esses jovens para que tenham um conhecimento e, amanhã, quando estiverem fora da unidade, possam exercer seu direito de cidadania, que é ter um emprego, uma ocupação, ou mesmo empreender. O Senai, ao longo desses anos, tem estado com a Funase com o objetivo de contribuir para que essas pessoas regressem à sociedade com um olhar diferente”, afirma o diretor das escolas do Senai em Caruaru e em Garanhuns, Edson Simões.

 

Articulador da parceria, o coordenador do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase, Normando Albuquerque, diz que a característica prática do curso tende a despertar maior interesse dos jovens. “Essa é a primeira turma que realizamos com os cursos de curta duração que pactuamos com o Senai. Entendemos que os cursos de curta duração podem ser mais atrativos aos socioeducandos em função da sua característica eminentemente prática. Além disso, é uma forma de ir reconstruindo gradualmente o ritmo de sala de aula. Os cursos de curta duração permitem que os socioeducandos avaliem se é de fato essa área em que desejam atuar. Ampliando os horizontes de possibilidades, com a oferta sucessiva dos cursos de curta duração, acreditamos ter maiores chances de êxito no processo de reinserção social e produtiva”, avalia.

 

A coordenadora técnica do Case Caruaru, Thaysa Vila Nova, explica que a reação dos socioeducandos à atividade tem sido positiva. “Eles têm aulas durante toda a semana, das 13h às 16h, exceto nas quartas-feiras, que são dias de visita na unidade. Eles dizem que estão gostando muito, estão animados e se dedicando. Eles veem perspectivas naquilo que estão fazendo, e isso é muito bom”, declara.

 

Ascom Funase

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