DESTRANQUE A VIDA

Este termo usado na recomendação do nosso recolhimento ao lar me soa estranha: “FIQUE EM CASA”. Se alguém liga para outra pessoa e diz dessa forma, quem está ouvindo pensa que é para ficar na casa de quem deu o conselho. Por isso, na dúvida, eu estou ficando na minha casa, na casa dos meus netos e na casa do primo. Quando a netinha diz: “Vovô, fique em casa!”, eu vou para casa dela. Quando o meu primo também faz esta recomendação, eu também vou para lá curtir um banho de piscina e comer churrasco. Afinal, nas três casas (na minha e nas deles) todos seguem a recomendação de: “FIQUE EM CASA” e não “FIQUE EM SUA CASA”. Nesses casos dos meus deslocamentos para essas casas, continuamos todos EM CASA. Portanto, não sei qual o motivo do pavor daqueles parentes que mesmo seguindo estritamente as recomendações do uso da máscara, álcool gel, distanciamento social ao conversar, precisam ainda continuar a se privar do calor humano entre eles. Na estação central do metrô em Recife e dentro dos ônibus vejo aglomerado de gente sem usar as máscaras e a distância social, e o governo de Pernambuco continua dizendo que o número de infectados está caindo. Imagino a situação periclitante daquelas pessoas que moram sozinhas num apartamento, nas horas de solidão, privadas de visitar algum parente ou à pessoa amada, como devem estar sofrendo. Isso me faz lembrar uma canção gravada por aquele que nunca deveria ter deixado a carreira de compositor e cantor, RONNIE VON. Quer saber por quê? Escute esta canção contida no link abaixo, intitulada “TRANQUEI A VIDA”  (todos a trancaram nessa pandemia) na voz rouca e de tonalidade grave dele que acentua o sentimentalismo da sua letra.  Desejo a todos um bom final de semana, SEM ESTAR MAIS COM A VIDA TRANCADA EM SEUS LARES. DESTRANQUE-A como o governo está a DESTRANCANDO também, mas com máscara, gel e a distância regulamentar ao conversar.
Cláudio de Melo Silva – Psicólogo.

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