DOIS POEMAS DE PAULO SALES

Paulo Sales

 

Crítica ou Inveja

Paulo Sales

Amanheço!

Simplesmente no mesmo teatro, cenário mórbido e putrefato.

Afrontamento moral,

Sob o ápice do ultraje ético.

Depreciar,

Figurativamente sinônimo de criticar.

Àquela ‘arte de julgar’, do grego kritibe, hoje em desuso,

Permanece por destruir a obra, e desdenhar o autor.

Todos serão condenados,

Quer façam ou não, algo de enlevo

Pois a voz do inerte e do opaco,

Será um eco de erudito

Pronunciamento, do ódio e da malícia.

Força inútil.

É tolerante a compreensão, dos que sofrem o arresto dos seus sentimentos.

A mente doente pode infeccionar o corpo.

Alerta, ao julgar seja justo.

Enumere teus erros,

Observe teus traumas, some teus fracassos, supere todos,

Reconstrua, refaça o teu caminho.
Retire a inveja que assombra o teu espírito, dignifique teus atos e condutas,

Análise filosoficamente cada ponto do teu pensar,

E cada Vírgula do teu agir.

Agora estarás pronto para ser um crítico.

Já não és um inoperante invejoso.

Um falso rei e seus súditos

Paulo Sales

Reis orgulhosos e sanguinolentos,

Homens sendo seu próprio carrasco.

Preconceituosos, Escondidos à sombra, ao manto da tolerância,

Irônicas reverências,

Ao culto do poder.

A corrida na superfície atrás de um tesouro.
O dever para com Deus,

Tolerante cortesia.

Que duram poucos segundos,

Na mente dos loucos,

Esdruxulamente divertidas.

Seguidores desprezíveis e libertos de honra,

Bobos de uma corte transitória e arruinada,

Serviçais imóveis.
Imensos leques de pedras,

Escadas olímpicas,

Foram criadas, erguidas,

Em degraus iguais e sem distinção.

Por operários, obreiros libertos,

Hoje servos da vaidade real,

Ultrajados por seus súditos.
Sábios os que escoltam um líder,

Pois a verdade transcende,

Gratificando os que merecem,

Preferindo a igualdade que a soberba,

A assinatura firme no lugar da falsa palavra.
Tudo é passageiro,

Não existe reino terreno, tampouco subordinados.

A fraternidade, a fertilidade da romã.

Onde a prosperidade é símbolo,

Está o caminho.

O criador é uno, não se limita a castelos e vassalos.

No universo é encontrado,

Mas reside no coração humano.
 

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