Inativos da PM querem retomada de negociações com Governo e volta da integralidade e paridade nos salários

Dezenas de policiais e bombeiros militares lotaram as galerias da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na tarde de hoje. Eles pediram apoio ao Deputado Joel da Harpa para sensibilizar os parlamentares e o Governo do Estado quanto a retomada das negociações salariais e a recuperação de direitos como a integralidade e paridade devido a Lei 351/2017 que é inconstitucional. Desde então, eles sofrem sem aumento salarial.
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Joel da Harpa relembrou que a Lei foi aprovada sem sua participação e ele , na época, alertou sobre a inconstitucionalidade da mesma. Vários artigos da Constituição garantem o direito aos aposentados e pensionistas e a nova proposta da Reforma da Previdência iguala militares federais e estaduais, concedendo o direito a integralidade e paridade. Portanto, nada mais justo do que o Governo retomar aa negociações e corrigir a injustiça.
“Esses militares que estão aqui hoje dedicaram a vida ao serviço policial e à defesa da sociedade. Como inativos, eles não podem progredir. Quando aconteceu o último aumento salarial, em dezembro de 2018, a grande maioria deles, com exceção dos coronéis e subtenentes, ficaram altamente prejudicados”, prosseguiu Joel.
Joel da Harpa pediu “sensibilidade” ao Governo do Estado para que considere a paridade nos reajustes futuros: “Queremos que o governador mande um novo projeto e garanta aos inativos o mesmo direito dos ativos. E que o mesmo aumento salarial seja dado do coronel ao soldado”, defende o parlamentar.
Da Assembleia Legislativa os policiais e bombeiros militares seguiram  para o auditório do Circulo Católico onde, conversaram com o deputado Joel da Harpa sobre os próximos passos para a luta em busca da paridade e de novo aumento salarial. Vale destacar que uma equipe de advogados do deputado ingressou com ações para a garantia do direito na Justiça. Trataram também sobre a proposta da reforma da previdência. Dentre os presentes, lideranças da Associação de Praças de Pernambuco (ASPRA -PE) e da União dos Militares do Brasil (UMB).

Paula Costa, jornalista

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