Nossas homenagens aos poetas…

Caros,

Bar e Restaurante 75

As nossas homenagens aos poetas que tão bem nos representam. Retirado dos arquivos do saudoso amigo Paulo Germano.

Abs,

Arnóbio Costa
arnobio.costa@bol.com.br

Bar e Restaurante 75

*Robson Sampaio

No Bar 75,
reencontramos a inspiração
no desencontro das paixões.
Para, no tilintar da sinfonia dos copos,
compor saudosos e eternos
poemas-canção…

Também, reinventamos a imaginação,
pulamos o frevo e sambamos o samba,
com passos pernambucanos
e gingas cariocas…

Revivemos (e revemos) antigos amores
e novos amores perdemos. Porém,
abrimos o coração para outras tantas
ilusões e desilusões…

E puxando o cordão das noites sem fim,
no burburinho das madrugadas risonhas
e chorosas, das conversas banais e das
promessas vãs, redescobrimos a mágica
meiguice da sedução…

Para, neste templo sagrado da boemia,
compor saudosos e eternos poemas-canção,
agora dedilhados nas cordas do violão…

E, assim, transformamos ternuras, sentimentos,
dores e sonhos em paisagens estampadas
nas faces do cotidiano…

* Aos companheiros Rogério Carvalho e Marcelo Wanderley.
13.09.2008.

** Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de

Escritores (UBE/PE).

Confraria

Eurico Rodolfo de Araújo, filho (2008)

Não há como desperdiçar
O tempo que lhe cabe,
Não há como desprezar
A esperança que lhe move,
Não há como desconhecer
O sonho que lhe acalenta,
Não há como, pois o sonho
Nunca morre.
Se sonho é o tempo da esperança,
Se a alegria é a melhor
Parte do convívio,
Não perca tempo com o que
Não faz sentido,
Entre no sonho e se faça uma criança.
Aqui a palavra vida muda de sentido,
A realidade se confunde com a verdade,
O presente é o futuro consentido,
E o tempo,
Ah! o tempo,
Esse sem saber
Se transforma em mero detalhe.
Sejam bem – vindos,
O Paraíso é aqui.

Confraria 42

Adalberto Rangel – Confrade

Antes, eram duas, agora uma só Confraria:
Metade “75”, metade “Pra Vocês”.
Hoje, reunidos somos a bola de dois
E, na soma da Placa, apenas “42”.
Vivemos o encontro candente,
Contamos verdade, mentira ardente,
Grandeza, fanfarra, glória,
Vantagem, “causo”, história.
Se alguém se ausenta, não comparece,
O clima de tristeza estarrece.
O tédio se instala, tudo se cala.
Todos pensam, ninguém fala.
O silêncio ninguém homenageia mais.
O barulho é constante numa mesa de tantos.
Sem algazarras, tristezas, prantos,
Todos conversam o “leva e traz”.
Muitos se vêem de segunda a sexta,
Até em sábados alternados.
Alguns, nos domingos, dias santos, feriados;
Outros nem tanto, porque a mulher se queixa.
Pura bobagem delas.

Na “Confraria 42”, só existe Cabra-Macho, Valentão, Aposentado,
Advogado, Poeta, Doutor, Médico, Empresário, Coronel, Vendedor,
Corretor, Dentista, Engenheiro, Produtor Musical, até Cantor.

Por isso, devem as mulheres então,
Para espantarem os males, cantar o refrão:
“Bebam, confrades, batam palmas, dêem-se as mãos,
Bebam mais, bebam outra vez, sejam para nós e

“Pra Vocês”.

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