OPORTUNISMO NAS RELAÇÕES PESSOAIS E A PREGUIÇA PARA A LEITURA

De Cláudio de Melo Silva – Olinda/PE

Nunca use de oportunismo nas suas relações pessoais, pois a vítima pode ser você. Existem aquelas pessoas que procuram a sua cara metade ou então fazer amigos, visando tão somente tirar partido de circunstâncias ou fatos para obtenção de vantagens pessoais, subordinando até os seus princípios, por causa de interesses momentâneos ou duradouros. Existem pessoas que só mantém uma amizade enquanto puder retirar dividendos dela. Já tive vários relacionamentos amorosos onde a última coisa que a pessoa do sexo oposto queria era um companheirismo. Quando elas descobriam que eu era pobre e não tinha recursos financeiros suficientes para cobrir as suas despesas pessoais, caiam fora.

Os colegas de trabalho as vezes pedem para eu relembrar algumas dessas ocorrências do meu passado. Isso os diverte, enquanto alimenta ainda mais a valorização do meu presente. Um desses meus casos hilários aconteceu quando conheci uma mulher que tinha um filho e um bom emprego no qual percebia um bom salário. Depois de uns dez meses de namoro, propus a ela juntar o nosso amor embaixo do mesmo teto e dividir as despesas do lar. Como resposta, ela desistiu do relacionamento, dizendo: “Mas é nada! Eu procurava um homem para bancar as despesas com o meu filho e para sustentar o meu luxo, vou dividir elas contigo? Estou fora!”.

Outra que tinha me dito que morava num palacete de dois andares, dormiu comigo lá em casa, e quando acordei e olhei para ela, a mesma estava com os olhos esbugalhados, olhando para o telhado coberto de telhas tipo canal, depois foi embora e nunca mais deu notícia. Uma terceira que morava num desses municípios pequenos de Pernambuco e que revelou ter sido tesoureira do seu ex-marido, dono de um desses parques infantis de rua, me abandonou depois de uma “lua-de-mel” lá em casa e não quis mais me ver, só porque no outro dia eu só dispunha do dinheiro contado da sua passagem de volta para casa.

Mas, eu também fui o autor de uma dessas desistências, quando uma delas, que tinha dois filhos, havia me prometido que se ela fosse morar comigo não os levaria para eu criá-los. Porém, ao conversar com a mãe dela, a mesma retrucou: “O quê? Se ela for morar com você eu mesma não ficarei criando os filhos dela. E outra coisa, quem quer a mãe, quer os filhos!”. Foi quando eu expliquei para as duas: “Também, quem casa pensa em amar e cuidar a princípio só de uma pessoa. Portanto, não pretendo levar mais duas de bônus!”. Moral da minha história sentimental: Muitas brasileiras são preguiçosas para a leitura, pois ao que parece todas elas só leram as duas primeiras palavras do meu anúncio nos classificados do Jornal do Commercio que dizia: “DIRETOR de empresa, romântico, carinhoso, sem vícios, apreciador da boa música, trabalhador, organizado, respeitador do meio ambiente, busca uma companheira com atributos iguais para um relacionamento sério”. 

Aproveito esta para enviar um AVISO ABERTO A EQUIPE DO FACEBOOK: Eu não enviei e nem autorizei a ninguém enviar qualquer resposta para os senhores de outros Estados e municípios. Portanto, de público, declaro que não partiu de mim qualquer dessas comunicações informadas por vocês. Assim, desde já, não poderei ser responsabilizado por qualquer dano moral a terceiros.

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