POLÍTICOS FORMADOS EM DATILOGRAFIA

De Cláudio de Melo Silva – Olinda/PE

O eleitor para aturar os desmandos e as roubalheiras dos políticos tem que ter a mesma paciência daquele telespectador que assiste até o fim ao programa do Faustão na Rede Globo, que tem pouco entretenimento e muita conversa comprida. Falando em políticos, os semblantes e os partidos dos deputados do Grupo de Trabalho da Câmara que votaram favorável a retirada da prisão em segunda instância do pacote anticrime de Moro deixam transparecer segundas intenções, fora do contexto anticorrupção que o novo governo deseja implantar. E os partidos deles já estão envolvidos em corrupção, portanto o voto deles não poderia ser outro. Anotemos os nomes deles e sigamos os seus passos.

Mas um tipo de político que está mais próximo do povo é o vereador. Para ser um postulante a esse cargo que ganha uma fortuna para não fazer quase nada, não precisa ter grau de instrução escolar ou alguma prática administrativa. Talvez por isso o que mais constatamos na imprensa sobre as suas atividades é fazer homenagens a pessoas conhecidas da sociedade, e muitas delas sem merecimento. Quem lê jornal não vê nenhum deles colocar uma notinha sequer reclamando alguma obra que o prefeito deixou de fazer na cidade. Veja na foto abaixo (VEICULADA TAMBÉM NA COLUNA “VOZ DO LEITOR” DO JORNAL DO COMMERCIO DESTA 5ª FEIRA, 11/07) mostrando a situação calamitosa em que se encontra a Avenida Benjamin, importante elo entre o bairro de Rio Doce e a PE-15, que já perdura por mais de dois anos, sem que nenhum político reclame a falta de atitude dos prefeitos Júnior Matuto e professor Lupércio, uma vez que existe uma briga entre Paulista e Olinda sobre a que município pertence o local onde há um transbordamento de uma galeria de águas pluviais causando esta inundação na via.

Sobre os candidatos a vereador de antigamente, havia a exposição no rádio e na televisão de um pormenor da cultura dos mesmos. O divulgador revelava na mídia: “Vote em fulano de tal, FORMADO EM DATILOGRAFIA”. Naquele tempo esse curso (hoje denominado de digitação no curso de informática) tinha que fazer parte de um bom currículo. Eu, por exemplo, só passei no concurso público para ser servidor do D.E.R-PE pela excelente nota que tirei em datilografia, a qual deu para cobrir as notas baixas que tirei nas provas de Português e matemática.

Porém, atualmente, basta que o político não seja ladrão e tenha uma boa atuação contra os desmando do governo, já está de bom tamanho. Um personagem criado pelo saudoso Chico Anysio, o “Deputado Justo Veríssimo de Santo Cristo, eleito pelo Estado de Pernambuco (segundo o seu criador)”, é a cópia de muitos políticos que existem por ai. Clique no link abaixo para ver um dos seus quadros que passava na Rede Globo.

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