Protagonismo e autoestima através do teatro e cinema nas escolas de Olinda

Os estudantes do projeto Kanteatro participaram de curta-metragem gravado na Praia de Zé Pequeno

 

Cinco estudantes da Escola Sagrado Coração de Jesus, primeira unidade de tempo integral de Olinda, estrelaram o curta-metragem “Silvas”, filmado na tradicional praia de Zé Pequeno. O material foi idealizado e produzido por Poesia no Frame, com a coordenação de Mateus Hameh, Gabriel Hameh e Danilo Rocha. Os alunos selecionados fazem parte do projeto Kanteatro, criado  pela professora e vice-gestora da escola, Maria Mazarelo Rodrigues

O filme foi protagonizado por Maiara Correia (12), Angel Robert (13), Matheus Leonardo Rocha (11), Maria Teresa Souza (09) e João Vitor Castro (12) durante três dias em janeiro de 2019. Toda história se passa na orla olindense e nos remete a cenas do cotidiano de cinco crianças do subúrbio que vão brincar na praia. Ação e drama que retratam a realidade de muitas crianças no Brasil. Simples, singelo e emocionante.

 

Maiara Correia, atriz do projeto Kanteatro, relata sua experiência em participar da produção audiovisual. “Eu me sinto grata em ter participado desse filme, agradeço também aos professores, nenhuma escola me proporcionou oportunidades como esta. O projeto Kanteatro me ajudou demais e hoje  me sinto empoderada, aceitei o meu cabelo, a cor da minha pele e utilizo o teatro para combater o racismo”, completa a estudante do 7º ano.

 

Assista o curta metragem completo link: https://www.youtube.com/watch?v=EC5i46pdS-k&feature=youtu.be

 

Projeto Kanteatro

Kan é uma palavra do yorubá nigeriano e significa “primeiro de muitos”. Em sua aplicação prática, “Primeiros de Muitos Teatros para Combater o Racismo”, assim afirma a idealizadora do projeto, professora Mazarelo, como é conhecida. No ano passado o projeto contemplou 50 estudantes na produção e montagem de peças teatrais dentro da escola.

 

O objetivo é contribuir para a superação do racismo na escola, envolvendo pesquisa sobre a cultura Afro-Brasileira. Todas as peças de teatro são criadas com base em textos adaptados de lendas e contos africanos. Mais de 200 alunos da rede municipal já foram contemplados pelo trabalho. Como culminância do projeto, é realizado um festival de teatro na escola, que já está na sua 5.ª edição.

 

A professora Mazarelo estimula a criação de projetos como este na rede municipal de ensino por contribuir na elevação da autoestima, protagonismo e no exercício da cidadania, além de construir uma memória positiva sobre o povo africano e o legado deixado por eles no Brasil.

 

A importância deste projeto para o município de Olinda transparece na participação dos alunos e nos resultados no processo de ensino e aprendizagem. Além do estímulo à construção de uma memória positiva sobre o povo africano e o legado deixado por eles no Brasil”. A vice gestora também destaca a elevação da autoestima dos estudantes contemplados.

 

“A elevação da autoestima de nossos alunos, o empoderamento, o exercício da cidadania são pontos que são evidenciados nas práticas de convivência na escola por meio da consciência de que o racismo é violento e segregador”, finaliza.

 

Comunicação Olinda

Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Current ye@r *