Robô Humanóide da PCR conta histórias infantis de superação e super-heróis criadas por alunos da rede municipal

Os autores têm deficiência cognitiva e paralisia cerebral e a iniciativa é um exemplo de que o encontro das diferenças é possível e produtivo

Na XXII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco o Robô Humanóide NAO está fascinando crianças e adultos mostrando suas diversas facetas como cantar, dançar, caminhar por entre o público e contar histórias. Isso mesmo. Uma atividade tão humana estará sendo realizada por uma máquina, nesta quinta-feira (10), a partir das 16h, no estande da Prefeitura do Recife/Secretaria de Educação do Município.

As histórias são: “Ben, o Super Cão”, que fala de um homem que acha um osso radioativo e ao tocá-lo passa por uma mutação, transformando-se num cão com superpoderes, como voar e tornar-se invisível.   O Cão Ben tem a característica de materializar o pensamento, o que ele pensa vira realidade.  O que ocorre é que em contanto com a radiotividade, o DNA humano se misturou ao do cachorro, o que gerou super poderes. Essa transformação de homem para animal dura uma hora, mas segundo o autor, o estudante Alisson Gabriel dos Santos, 13 anos, da Escola Almerinda Umbelino, “nesse tempo e de posse desses super poderes, ele pode até salvar o mundo”.

Outra história contada pelo NAO é a do “Caranguejo Super Heroi”, o personagem morador de uma comunidade, sofria bullying, se achava feio e pobre, era maltratado pelo padastro e vítima de cárcere privado. De repente esse Caranguejo salva um gato, que estava no alto de uma árvore e não conseguia descer. Daí em diante ele passa a ser visto pela comunidade como super-herói. A obra foi construída por meio da função de audiotranscrição do celular do estudante para o celular do mediador.

Em comum, por trás dessas histórias, estão dois autores alunos da Rede Municipal do Recife que têm deficiência, mas que nem por isso se limitaram a fazer o pouco esperado deles. Tanto Alisson Gabriel dos Santos Silva,13 anos, que tem paralisia cerebral, quanto Davi Paulo Rodrigues, 18 anos, que tem deficiência cognitiva, enfrentaram o desafio de escreverem livros, justamente os que são contados pelo robô NAO durante a Bienal.

O Robô NAO foi programado por alunos, na faixa etária dos 12 aos 14 anos, do Clube de Robótica do Centro de Educação, Tecnologia e Cidadania da Prefeitura (Cetec) e por uma das  coordenadoras de Robótica do Clube, Simone Zelaquett, para contar as histórias.

10/10 (Quinta-feira) –  

XII Bienal Internacional do Livro de PE

Serviço:  Robótica – O NAO Contando Histórias

Local: Estande da Prefeitura do Recife/ Secretaria de Educação do Recife

            Pavilhão do Centro de Convenções de PE

Hora: 16h às 16h40

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Lançamentos e Exposições da Rede nesta quarta-feira(09)

 

10h40 – “O BAÚ DE SURPRESAS”

Produção da Escola Municipal Magalhães Bastos – A socialização da experiência se debruça na vivência com o livro “O BAÚ DE SURPRESAS”, o qual estimulou a produção da releitura da obra em relação com a proposta do texto “O baú de brinquedos radicais”. A produção traz, em seu bojo, elementos dos brinquedos populares mais antigos em comparação com os brinquedos utilizados nos dias atuais através da releitura do livro e com texto produzido em rimas.

11h – “Empreendedorismo, aprendizagem e inclusão”

E.M. Zumbi dos Palmares – o projeto intitulado “Empreendedorismo, aprendizagem e inclusão” surgiu da análise do fluxo escolar dos estudantes, com propostas de atividades diversificadas para resgatar a autoestima e valorizar a produção dos estudantes, sobretudo com o uso de variados recursos pedagógicos. Acresce-se que os materiais produzidos pelos estudantes subsidiaram as pautas dos encontros com os profissionais de educação.

11h20 – Exposição Festa de Bois.

Produção da Escola Municipal Diná de Oliveira – Apresentação do relato de experiência da construção do texto produzido por estudantes do 4º ano. A atividade expositiva incide sobre o material que foi publicado no livro “Um novo olhar, um novo conto” da Rede Municipal de Ensino da Prefeitura do Recife, contendo atividades baseadas na narrativa disposta no livro “Festa de Bois” e que fundamentou a produção do cordel intitulado “O boi das crianças”.

Educação Imprensa

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