Teatro da Vida (Causos) e Poesias

Botjão X Cachaça

A esposa falou para o marido: – Amor limpa o botijão de gás que caiu óleo nele. Se você limpar ,eu deixo você sair sozinho com os seus amigos para beber .
( lha só como ficou o botijão!)

De uma leitora: “Gostaria de agradecer, primeiramente a Deus, pelo livramento ocorrido agorinha  comigo, no portão da  minha casa. Fui abordada por dois ladrões, mas só me abraçaram, apertaram a  minha mão e pediram o meu voto. Não levaram nada!

De um leitor na Internet

 

Aos 70 anos de idade:
1. Os sequestradores não se interessarão mais por você.
2. De um grupo de reféns, você, provavelmente, será um dos primeiros a ser libertado.
3. As pessoas lhe telefonam às nove da manhã e perguntarão: ‘te acordei?’
4. Ninguém mais vai considerá-lo hipocondríaco.
5. As coisas que você comprar agora não chegarão a ficar velhas.
6. Você pode, numa boa, jantar às seis da tarde.
7. Você pode viver sem sexo, mas não sem os óculos.
8. Você curte ouvir histórias das cirurgias dos outros.
9. Você discute apaixonadamente sobre planos de aposentadoria.
10. Você dá uma festa e os vizinhos nem percebem.
11. Você deixa de pensar nos limites de velocidade como um desafio.
12. Você para de tentar manter a barriga encolhida, não importa quem entre na sala.
13. Você cantarola junto com a música do elevador.
14. A sua visão não vai piorar muito mais.
15. O seu investimento em planos de saúde finalmente vai começar a valer a pena.
16. As suas articulações passam a ser mais confiáveis que o serviço de meteorologia.
17. Seus segredos passam a estar bem guardados com seus amigos, porque eles esquecem.
18. ‘Uma noite e tanto’, significa que você não teve que se levantar para fazer xixi.
19. Sua mulher/ seu marido diz ‘vamos subir e fazer amor’, e você responde: ‘escolha uma coisa ou outra, não vou conseguir fazer as duas!’.
20. As rugas somem do seu rosto quando você está sem sutiã.
21. Você não quer nem saber onde sua mulher vai, contanto que não tenha que ir junto.
22. Você é avisado para ir devagar pelo médico e não pelo policial.
23. ‘Funcionou ‘, significa que você hoje não precisa ingerir fibras.
24. ‘Que sorte!’, significa que você encontrou seu carro no estacionamento.
25. Você não consegue se lembrar quem foi que lhe mandou esta lista.
Mesmo assim, compartilhe com seus amigos para que eles possam dar muitas risadas!!!!
POESIAS
Os mortos riem…    
  • Robson Sampaio *

 

No Dia dos Mortos,

os mortos riem do choro

e das rezas dos vivos,

lamúrias perturbadoras

da paz e do silêncio

do Campo Santo.

 

Os mortos riem tal qual

hienas: sorrisos permanentes…

Mas, os vivos choram e choram,

rezam e rezam, enquanto os mortos

riem, riem e até gargalham…

 

Os mortos riem,

no Dia dos Mortos, ou não.

Tal qual hienas: sorrisos permanentes,

escárnio dos vivos-sobreviventes e mortos-vivos,

rotina da vida eternamente…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Sinfonia dos Vagabundos      

*Robson Sampaio

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

compor a Sinfonia dos poetas,

boêmios e miseráveis.

Vaguemos pelas ruas sujas e

fétidas, onde chagas de dor

e de desespero são expostas na

Sinfonia de todos os dias.

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

ouvir a ladainha das devotas

beatas a compor a Sinfonia

dos pecadores de corpo e de alma.

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

cantar o frevo-canção de dor,

de tristeza e de saudade,

num cântico excêntrico da

Sinfonia dos Vagabundos…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A meu pai, Zeca 

 *Robson Sampaio

 O manto da morte sobressaiu-se

na escuridão da noite.

Ao amanhecer,

 a tua alma confundiu-se com

esparsas nuvens.

 

O lacrimejar dos olhos não

me transformou em correntezas,

mas o meu coração inundou-se

com um mar de saudades,

pai…

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Adeus, meu Capitão!  

Robson Sampaio *

Sol de fogo,

terra batida,

punhal e mosquetão.

Treme a caatinga

com medo do Capitão.

 

Calam-se, as armas!

Maria Bonita com

a flor na mão.

Treme em desejos

o amor de Lampião.

 

Fogo cruzado,

tocaia grande,

só danação!

Treme Angico,

Adeus, meu Capitão!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A Cruz do Patrão

Robson Sampaio *

Ecoam gritos eternos na

vastidão das noites e do mar.

Gritos de dor lancinante,

tão fortes que varam os

arrecifes, as almas emitem

sons quase selvagens.

São lamentos de negros

sem o sonho da liberdade,

feridos de saudades e de morte.

Submissos à espera do senhorio

estão os filhos da vida sem vida,

confinados na Cruz do Patrão,

onde o tempo não sepulta a lenda

e a injustiça ainda açoita os insepultos,

escravos-fantasmas…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A Inveja

Robson Sampaio

“A inveja, quando não mata,

aleija os pensamentos e

o estômago vomita as vísceras

reféns da raiva e do ódio”.

 

Dedilha na viola, o violeiro cego,

um cântico choramingado em

frente à Praça da Igreja-Matriz.

 

E tasca mais versos, no choramingar

da viola: “Sentimento impuro, capaz

de gerar ciúme, insensatez ou ódio,

tamanho é o desatino

e que pode levar ao crime”.

 

E o violeiro cego dedilha, no

choramingar da viola, o arremate do

cântico: “E Caim matou Abel!”

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

rsampaioblog@gmail.com.

 

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