Teatro da Vida (Causos) e Poesias

*BROTINHO DE 60* 💃🎉
Uma sexagenária resolveu fazer hidroginástica.
Cheia de gás e autoconfiança, entrou na secretaria da academia.
Mal chegou, a professora novinha olhou-a de cima abaixo e avisou:
😒– Precisamos proceder a uma avaliação.
Pegou uma ficha, preencheu com seu nome e endereço e mandou brasa:
😒– Então a senhora já tem mais de sessenta anos?
👵 *- Pois é, minha filha, há seis anos virei sexy*
😒– Como? A senhora disse sexy?
👵 *- É, sexy de sexyagenária, entendeu?*
😒– A senhora tem falta de ar?
👵 *- Não, tenho falta de tempo.*
😒– Às vezes sofre de tontura?
👵 *- Sofro muito com as tonteiras dos outros*.
😒– Tem hipertensão?
👵 *- Não, tenho hipertesão. Permanente e estável.*
😒– É diabética?
👵 *- Não, sou diabólica.*
😒– Tem alergia?
👵 *- A estupidez e preconceito*.
A esta altura, a moça não se conteve:
😒– A senhora é doida?
👵 *- Por Homem!!!*
😄💃🎉 *O MAIS FANTÁSTICO DA VIDA É ESTAR COM ALGUÉM QUE SABE FAZER DE UM PEQUENO INSTANTE UM GRANDE MOMENTO.* 💃🎉🎈💐😍😄❤
Minha homenagem às sexyagenárias que tornam a terceira idade uma fase de novas e interessantes aventuras e descobertas.(Na Internet)

 

Poesias

A meu pai, Zeca

 *Robson Sampaio

 

O manto da morte sobressaiu-se

na escuridão da noite.

Ao amanhecer,

 a tua alma confundiu-se com

esparsas nuvens.

 

O lacrimejar dos olhos não

me transformou em correntezas,

mas o meu coração inundou-se

com um mar de saudades,

pai…

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Recife Antigo                     

*Robson Sampaio

Nos botequins de ontem,

relembro velhos e novos amores

e carrego, por ruas e becos,

o presente e o passado,

simbiose de eterna saudade.

Então, batem as lembranças:

nada mudou no Recife Antigo,

onde poetas, bêbados e vagabundos

vagueiam, à noite, feitos zumbis.

Somos os sonâmbulos da boemia,

animais sedentos de amor e de paixão,

que recolhem pedaços da carne

só para salvar a alma e, assim,

alcançar o perdão.

Nada mudou no Recife Antigo,

onde as faces sofridas se multiplicam

iguais e com sulcos talhados de dor…

Somos os compositores das canções da vida,

os poetas dos poemas passageiros,

os artesãos que juntam trapos e confeccionam,

diuturnamente, o eterno uniforme do Recife Antigo.

Formamos o cordão dos desesperados,

de alegrias furtivas, de sonhos perdidos

e de vontades saciadas, quase sempre,

em corpos estranhos.

Mas, nada mudou no Recife Antigo,

onde a sinfonia prossegue até o clarear dos arrecifes.

E, nós, em passos trôpegos, buscamos a Estrela Guia,

entoando o canto mágico do faz de conta.

Assim, transformamos o nada em tudo

e o imaginário em imaginação,

enquanto a música melosa é ouvida mais forte

nos puteiros do Recife Antigo.

Onde, nada muda…

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Agosto   

*Robson Sampaio                             

A ventania varre o Recife todo.

É agosto. Mas, não varre a miséria,

a sujeira e a indignidade.

Porém, prenuncia o calor do verão.

É o mês do desgosto?

Nas ruas, becos e pontes, esvoaça saias,

despe o recato e reimagina vontades,

enquanto as mulheres sonham com

a vadiação…

Alegria?

Aos homens, suscita o bem-querer

e estimula a bebedeira do dia-a-dia.

Agosto, desgostos, vontades e vadiação…

Apocalipse das tentações?

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

  Choramingar da viola                  

*Robson Sampaio                             

O choramingar da velha e ensebada viola

emite sons que parecem rezas abençoadas

por santos puros e impuros:

Sacrilégio?

O choramingar da velha e ensebada viola

entoa cânticos em dias de festas nas antigas

ruas e igrejas:

Profano e Religioso?

O choramingar da velha e ensebada viola

ecoa no oráculo sem perdão dos rituais sacramentos

e dos sentimentos do povo:

Inquisição?

O choramingar da velha e ensebada viola

já não alcança a surdez dos desertos de hoje:

A bença, mãe! A bença, pai!

Salvação?

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Maragogi    

 *Robson Sampaio                              

A vila era tão pequena,

mas tão pequenina,

que cabia na menina dos meus olhos.

O ruído do silêncio era tão quieto,

mas tão quieto,

e somente ouvido no suave

roçar do mar na areia

ou no sibilar das folhas

arrastadas pelo vento.

As águas, mares ao redor de ilhotas,

eram tão verdes ou, às vezes, tão azuis,

a parecer arco-íris fincado

no céu para sempre.

O povo, a natureza, as palhoças,

a vila toda, a contemplar,

lá no alto do Cruzeiro, a cruz dos mártires,

o símbolo da liberdade e da fé,

iluminada, apenas, pelo brilho

do sol e das estrelas.

Tudo era tão miúdo,

mas tão miúdo,

que o amor cabia na alma,

a alma no coração, o coração na vila,

a vila na menina dos olhos,

os olhos na saudade.

Saudade, que ainda se chama

Maragogi…

* Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Desabafo           

  

 *Robson Sampaio                             

Eu queria falar

Faltaram palavras

Eu queria gritar

Faltou voz

Eu queria chorar

Faltaram lágrimas

Eu queria sorrir

Faltou alegria

Eu queria ser bom

Faltou compreensão

Eu queria ser mau

Faltou coragem

Eu queria ter fé

Faltou crença

Eu queria ser feliz

Faltou você

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Sinfonia dos Vagabundos    

 *Robson Sampaio                              

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

compor a Sinfonia dos poetas,

boêmios e miseráveis.

Vaguemos pelas ruas sujas e

fétidas, onde chagas de dor

e de desespero são expostas na

Sinfonia de todos os dias.

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

ouvir a ladainha das devotas

beatas a compor a Sinfonia

dos pecadores de corpo e de alma.

Vagabundos, uni-vos!

Vinde louvar o Recife e

cantar o frevo-canção de dor,

de tristeza e de saudade,

num cântico excêntrico da

Sinfonia dos Vagabundos…

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Eu sou Capibaribe  

 *Robson Sampaio                              

Dos mangues do rio arranquei

a carne da sobrevivência:

as iguarias das mesas das sirigaitas.

Das águas do rio tirei

o som da flauta;

a composição dos pássaros,

a sinfonia de todos os cânticos.

Vim de muito longe,

passei por Beberibe;

eu sou recifense,

eu sou Capibaribe.

Nas correntezas do rio embalei

os nossos sonhos,

o mergulho profundo:

ora vida, ora morte.

Vim de muito longe,

passei por Beberibe;

eu sou recifense,

eu sou Capibaribe.

* A Zé da Flauta

 * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Mulher

  *Robson Sampaio                               

Mulher-menina

Mulher-amiga

Mulher-briga (ou intriga)

Mulher-amada (ou desejada)

Mulher-amor,

Ah, o amor!

Amor-gostoso

Sem aval (ou endosso)

Amor-verdade

Amor-instinto

Amor-paixão

Amor-amor

Mulher-saudade

  * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Ah, essa mulher bonita!

  *Robson Sampaio                               

Ah, essa mulher bonita!

Inventa e reinventa modas.

Primeiro, ajustando o corpo

e, depois, a alma,

só para nos agradar.

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

Sorriso delicado, ar atrevido,

espírito irreverente, misto de

mulher e menina, um quê de moleca

com um quê de sensual…

Enigmas em sintonia

com o verde-azul do mar…

Ah, essa mulher bonita!

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

  * Jornalista, poeta, imortal, da Academia Recifense de Letras/ Cadeira 2, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

e-mail: rsampaioblog@gmail.com

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