Teatro da Vida (Causos) e Poesias

Não adianta, idade é experiencia! – A Receita Federal convoca o velhinho que caiu na malha fina, para dar explicações sobre a origem de sua receita. O fiscal da Receita nem ficou surpreso quando o velhinho apareceu com seu advogado. O auditor disse, ‘Bem, senhor, você tem um estilo de vida extravagante e sem emprego o tempo todo, como você pode explicar, dizendo que ganha dinheiro no jogo. A Receita Federal não considera crível essa explicação. ” Eu sou um Grande jogador, e eu posso provar isso “, diz o  velhinho. “Que tal uma demonstração? O auditor pensa por um momento e disse: ‘Ok … Vá em frente. ” Avô diz: “Eu aposto com você mil reais que eu posso morder meus próprios olhos.” O auditor pensa um instante e diz: ‘Tá apostado.” O velhinho tira o olho de vidro e morde. O queixo do auditor cai. O velhinho diz: ‘Agora, eu aposto dois mil reais que eu posso morder o meu outro olho.  Agora, o auditor, sabendo que o velhinho não é cego, topa a aposta. O velhinho tira a dentadura e morde seu olho bom.  O auditor atordoado e nervoso, pois percebe que apostou e perdeu duas vezes, tendo o procurador do velhinho como testemunha. “Quer ir para o dobro ou nada? O velhinho fala: ‘Aposto seis mil reais que posso ficar em um lado da sua mesa, e fazer xixi na lixeira do outro lado e que não cairá nenhum pingo sobre a sua mesa… O auditor, duas vezes queimado, é cauteloso agora, mas olha com atenção e decide que não há nenhuma possibilidade de ele fazer aquilo sem respingar sobre a mesa, então ele topa apostar de novo. *O velhinho fica ao lado da mesa e abre sua calça, mas apesar de forçar poderosamente, não consegue fazer o fluxo do mijo alcançar a lixeira do outro lado, então ele praticamente urina em toda mesa do auditor … O auditor da saltos de alegria, percebendo que ele acabou de ganhar a aposta. Mas percebe que o advogado do velhinho estava aos gemidos e com a cabeça entre as mãos. ‘Você está bem?’ o auditor pergunta ao advogado. “Claro que não!” diz o advogado. Esta manhã, quando meu avô me disse que tinha sido convocado pela Receita Federal, ele apostou comigo vinte e cinco mil reais que viria aqui e faria xixi na mesa do fiscal e que ele ficaria feliz com isso! (Na Internet)

 

 

 

 

 

 

 

POESIAS

 

Saudade de você

*Robson Sampaio

Saudade?

Sim, saudade

do teu corpo.

Só de teu corpo?

Não.

De tua boca

tua pele, teu odor,

teu olhar.

Saudade

de tua voz, teus sussurros,

teus abraços, teus gemidos.

Saudade

de teu sorriso, tuas mãos,

tuas brigas,

do teu jeito se ser.

 

Saudade,

grande, imensa, descomedida,

a sangrar no meu peito e

a calar a minha voz.

Saudade,

de você…

*À Lucinha (minha mulher).

 

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

A vida é a escola do poeta…  

 

  • Robson Sampaio *

A arte de escrever

é a arte de ler,

dizem os eruditos.

A arte de viver

é a arte de aprender,

dizem os leigos.

 

Por isso, leio pouco,

por isso, escrevo pouco.

Porém, vivo muito e,

talvez, aprenda muito.

Talvez, seja um poeta,

Talvez, só um prosador.

 

Mas, os versos brotam da vida

e a vida é uma escola.

Daí, leio pouco,

daí, escrevo pouco.

Por isso, repito:

Porém, vivo muito e,

talvez, aprenda muito.

– A vida é a escola do poeta…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Favela, cadela…    

*Robson Sampaio
 No ventre

filhotes famintos,

cães da desesperança.

No uivo sinistro, latidos só

de lamentos…

Favela, cadela…

 

No meio do lixo,

parida de vira-latas,

cruzada com cão raivoso,

mãe de triste matilha….

Favela, cadela…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

“Poetisa Ardente”  

*Robson Sampaio
O tom alaranjado do fogo nas vestes

adquire rapidamente a cor vermelha

ao queimar a carne.

 

As chamas transformam o corpo

da “Poetisa Ardente” em tocha humana,

sem, contudo, lhe atingir a alma.

 

A frustração da “Poetisa Ardente”,

ao se imolar na fogueira de livros,

é raio incandescente a traçar no Céu

o desespero cotidiano de todos nós.

 

E, certamente, Deus te dirá:

-Bom-dia, “Poetisa Ardente”, sorrias

para a Eternidade…”

 * Homenagem a uma servidora pública que, desesperada com a sua situação financeira, fez uma fogueira com os livros, se jogou dentro e morreu carbonizada em sua casa.

 * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 

Desabafo              

*Robson Sampaio

Eu queria falar

Faltaram palavras

Eu queria gritar

Faltou voz

Eu queria chorar

Faltaram lágrimas

Eu queria sorrir

Faltou alegria

Eu queria ser bom

Faltou compreensão

Eu queria ser mau

Faltou coragem

Eu queria ter fé

Faltou crença

Eu queria ser feliz

Faltou você

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Sem vacinas  

  *Robson Sampaio

  Cão vadio, solto nas favelas (sujo, esquálido

e faminto) – aos milhões.

 

Cão raivoso, solto nas ruas (colérico, danoso

e assassino) – aos milhares.

 

Cão farejador, solto nos quartéis (investigador, repressor

e violento) – aos milhares.

 

Cão de raça, solto nos condomínios (forte, limpo

e perfumado) – aos milhões.

 

Cão de caça, solto nos gabinetes (ditador, especulador

e opressor ) – aos milhares.

 

Cão infiel, solto nas tribunas (narcisista, embusteiro

e fisiológico) – aos milhares.

 

Matilhas sem vacinas – Todos!

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

 Indiferença        

*Robson Sampaio

 

Olhos esbugalhados,    

 

cabeça pendente,

mão no queixo,

semblante triste,

olhar no nada.

 

Alma ferida,

carne cortada,

solidão deserta,

aridez da vida,

vida feito pedra,

indiferença coletiva.

 

Olhos esbugalhados,

cabeça pendente,

mão no queixo,

fome amarga,

revolta no peito…

 * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Ah, essa mulher bonita!

*Robson Sampaio

Ah, essa mulher bonita!

Inventa e reinventa modas.

Primeiro, ajustando o corpo

e, depois, a alma,

só para nos agradar.

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

Sorriso delicado, ar atrevido,

espírito irreverente, misto de

mulher e menina, um quê de moleca

com um quê de sensual…

Enigmas em sintonia

com o verde-azul do mar…

Ah, essa mulher bonita!

Por isso, suave é o dia,

doce é essa mulher…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Tigresa

*Robson Sampaio

Os olhos da tigresa

são esmeraldas incrustadas

nas águas verdes do mar.

Luzes que refletem o brilho

dessa mulher, porém, não

decifram os enigmas da sua

alma…

 

Os olhos da tigresa

são lanças flamejantes de desejo

e de paixão,

a rasgar entranhas e a ferir

com a dor bendita encravada

no coração…

 

Os olhos da tigresa são

a força felina de cada gesto,

a expor também a graça e a leveza,

enquanto o seu corpo resplandece

toda a beleza das fêmeas sensuais

e só domadas pelas carícias

do amor…

* Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

 

Espanto    

*Robson Sampaio

Sombras, sombras

e mais sombras

Dia, noite, madrugada,

Assombrosas,

Mal-assombradas,

Embruxadas,

Enfeitiçadas,

 

Dia, noite, madrugada,

 

Maléficas,

Soturnas,

Escuras

Fantasmagóricas

 

Dia, noite, madrugada

 

Pavorosas

Medonhas

Horrorosas

Macabras

Tênues réstias

das mortes.

 * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

e-mail: rsampaioblog@gmail.com

 

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