Teatro da Vida (Causos) e Poesias

Velho

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Para meus amigos que já estão nos anos 60, há cinco coisas antigas que são boas:
• as velhas esposas
• Os velhos amigos para conversar.
• A velha lenha para aquecer.
• Os velhos vinhos para beber.
• Os livros antigos para ler
* Émile A. Faguet *
 
O segredo de uma boa velhice não é outra coisa senão um pacto honrado com a solidão
*Gabriel Garcia Marques*
 
Envelhecer é como escalar uma grande montanha: ao escalar, as forças diminuem, mas o olhar é mais livre, a visão mais ampla e mais serena.
* Ingmar Bergman *
 
Os primeiros quarenta anos de vida nos dão o texto; os próximos trinta, o comentário.
* Arthur Schopenhauer *
 
Os velhos desconfiam dos jovens porque são jovens.
* William Shakespeare *
 
Quando eles me dizem que estou velho demais para fazer alguma coisa, tento fazer isso rápido.
*Pablo Picasso*
 
A arte do envelhecimento é a arte de preservar alguma esperança.
* André Maurois *
 
A velhice é um tirano que proíbe, sob pena de morte, todos os prazeres da juventude.
* François de La Rochefoucauld *
 
As rugas do espírito nos fazem mais velhos que os do rosto.
* Michel Eugene de le Montaigne *
 
O envelhecimento ainda é o único meio que foi encontrado para viver muito tempo.
* Charles Augustin Sainte-Beuve *
 
Ninguém é tão velho que não possa viver mais um ano, nem tão jovem que hoje não possa morrer.
* Fernando de Rojas *
 
Todos nós queremos envelhecer e todos nós negamos que tenhamos chegado.
* Francisco de Quevedo *
 
Se você quer ser velho por um longo tempo, envelheça logo. * Cícero *
 
Nada envelhece tanto quanto a morte daqueles que conhecemos durante a infância. * Julián Green *
 
O jovem conhece as regras, mas o velho conhece as exceções. * Oliver Wendell Holmes *
 
A velhice começa quando a memória é mais forte que a esperança. Provérbio Hindu
 
Na juventude aprendemos, na velhice nós entendemos. * Marie von Ebner Eschenbach *
 
A maturidade do homem é ter recuperado a serenidade com a qual brincamos quando éramos crianças.
* Frederich Nietzsche *
 
O velho não pode fazer o que um jovem faz; mas faz melhor. * Cícero *
 
Demora dois anos para aprender a falar e sessenta para aprender a calar a boca. * Ernest Hemingway *
 
As árvores mais antigas dão os frutos mais doces. * Provérbio alemão *
 
Aqueles que realmente amam a vida são aqueles que estão envelhecendo. * Sófocles *
 
Quando você é velho na carne, seja jovem na alma. * Autor desconhecido *
 
A velhice tira o que herdamos e nos dá o que merecemos. * Gerald Brenan *
 
Um homem não é velho até que comece a reclamar em vez de sonhar.
* John Barrymore *
 
Um homem não envelhece quando sua pele enruga, mas quando seus sonhos e esperanças se encolhem. * Grafite de rua *
 
Velho é aquele que considera que sua tarefa é cumprida. Aquele que se levanta sem metas e se deita sem esperança.
* Autor desconhecido *
 
 
* Encaminhar para todos aqueles para quem você se importa. Eu acabei de fazer isso. –  Na Internet

Bares na palma da mão     

*Robson Sampaio

Notícias populares, nem tão amiúdes assim, anunciam novos bares. Meros pretextos para modismos e falsas boemias. Alguns tão sem graça, outros tão similares. Bares, aos milhares. Bares mesmo, onde embriago as minhas emoções, conto nos dedos e os trago na palma da mão: Dom Pedro, Savoy, Gambrinus, Portuguesa e Royal. * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).  

AntiCristo?

*Robson Sampaio

Ele não nasceu numa manjedoura, nasceu na favela mesmo. Não teve uma linda estrela a guiar os passos de ilustres visitantes, mas, apenas, uma vela acesa e uma solidão a dois. Não teve José e Maria, só teve Severina mesmo. Não cresceu feliz ao lado dos pais e nem era dotado de luz. Cresceu nos becos e nas esquinas das ruas sujas, povoadas de vícios e misérias. Não ensinou o bem, porque só aprendeu o mal. Não fez milagres, porque já não existem milagres. Em comum com Jesus, só mesmo o sofrimento e, talvez, a morte. Por causa da maldade dos homens, um morreu crucificado na cruz para salvar a todos nós. Enquanto ele, crivado de balas, numa rua imunda, com o título de marginal. Nem por isso, são tão diferentes. * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

A Inveja

Robson Sampaio

“A inveja, quando não mata, aleija os pensamentos e o estômago vomita as vísceras reféns da raiva e do ódio”. Dedilha na viola, o violeiro cego, um cântico choramingado em frente à Praça da Igreja-Matriz. E tasca mais versos, no choramingar da viola: “Sentimento impuro, capaz de gerar ciúme, insensatez ou ódio, tamanho é o desatino e que pode levar ao crime”. E o violeiro cego dedilha, no choramingar da viola, o arremate do cântico: “E Caim matou Abel!” * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

O Canto do Galo

*Robson Sampaio

Que canto é esse, que sacode a multidão? Que canto é esse, que mexe com o coração e que acorda o Recife? É o canto do Galo, é o som da Madrugada, é o canto do Galo, do Galo da Madrugada. É o canto e é o encanto de gente nas ruas, ruas de gente, mar de frevo, frevo da gente, frevo do Galo. • A Éneas Freire, fundador do Galo da Madrugada Poema Publicado na Agenda Cultural da Prefeitura do Recife –Fevereiro/Carnaval 2012. * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Boneco-gente?

*Robson Sampaio

No estrelar da noite olindense, surge a cantar e a dançar uma multidão de brincantes a sorrir com uma alegria contagiante sob o compasso de um gigante, às vezes boneco, às vezes gente: é o Homem da Meia-Noite. Explodem os clarins, o passo, os amores, as ilusões passageiras, tão efêmeros, quantos eternos, no gingado do frevo de um Carnaval sem fim. É o povo, é o canto, é Olinda, é o Homem da Meia-Noite: às vezes boneco, às vezes gente, neste ritmo efervescente do frevo pernambucano * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

Vou “m’imbora pro” Recife…

Robson Sampaio*

Vou “m’imbora pro” Recife do mar, das jangadas, das redes, dos pescadores, dos peixes, do caçuá, dos mangues, das ostras, dos siris, dos caranguejos e da minha gente… Vou “m’imbora pro” Recife dos caboclinhos, da ciranda, do maracatu, do baque-virado, do Galo da Madrugada, do Homem da Meia-Noite, do frevo e dos meus foliões… Vou “m’imbora pro” Recife dos arrecifes, das pontes, dos becos, das travessas, dos bares, dos botecos, dos boêmios, da lua, das estrelas, do vento, do sol, dos meus sonhos, da minha sina e do meu Capibaribe… Eu vou “m’imbora pro” Recife e vou “m’imbora pra” mim mesmo! * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

A Cruz do Patrão

Robson Sampaio *

Ecoam gritos eternos na vastidão das noites e do mar. Gritos de dor lancinante, tão fortes que varam os arrecifes, as almas emitem sons quase selvagens. São lamentos de negros sem o sonho da liberdade, feridos de saudades e de morte. Submissos à espera do senhorio estão os filhos da vida sem vida, confinados na Cruz do Patrão, onde o tempo não sepulta a lenda e a injustiça ainda açoita os insepultos, escravos-fantasmas… * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE).

O poeta…

Robson Sampaio *

O poeta não morre, simplesmente, se eterniza Ele é palavra, verbo, substantivo, adjetivo, advérbio, pronome, interjeição, interrogação, exclamação, preposição, vírgula, ponto e vírgula, ponto, dois pontos, cê-cedilha. É o alfabeto: vogais – a,e,i,o,u; consoantes – ch, lh, nh, k, w, y, z. É poema, prosa, versos, frases, inspiração, evocação, declamação, emoção. Ele não morre, eterniza-se nas palavras da poesia. * Jornalista, poeta, da Academia Recifense de Letras/Cadeira 22- Patronesse: Thargélia Barreto de Menezes, e da União Brasileira de Escritores (UBE/PE). 21.10.2017

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