Festival de Teatro em Casa chega à 2ª edição, de 6 a 13 de maio de 2021, conectando cultura, acolhimento e afeto na relação entre artistas e público na rede

Em novo formato online, programação tem espetáculos e experiências digitais de diferentes estados do país e que possuem o espaço de uma residência como cerne de sua concepção

Na sua 1ª edição, realizada em novembro de 2019, o Festival de Teatro em Casa nasceu com uma proposta bastante criativa: levar espetáculos e espectadores para dentro de casas da Grande BH e, assim, aprofundar a relação entre moradores, artistas e público, de forma mais íntima e afetuosa. Com a pandemia de covid-19 no último ano, apresentações gravadas em casa e transmitidas online se tornaram alternativa para muites artistas e, assim, o Festival de Teatro também se adaptou ao formato digital, mas sem perder a sua essência.

Na programação totalmente gratuita, que acontece de 6 a 13 de maio de 2021, no canal do YouTube do Festival de Teatro em Casa, a curadoria reúne espetáculos, experimentos convidados e bate-papo, mantendo a concepção original do projeto, de refletir sobre a democratização do acesso da população ao teatro e ressignificar o espaço teatral convencional. Todos os trabalhos selecionados pela equipe curatorial composta por Cris Diniz, Laís Penna e Stephanie Cunha, apresentam o espaço da casa como elemento essencial em suas dramaturgias e se destacam pela pesquisa de linguagem e experimentação.

Na abertura, dia 6 de maio, às 19h, o festival começa com a conversa de abertura “Do palco para a sala de estar: a experiência do teatro em casa”. O bate-papo reúne a equipe realizadora e artistas participantes da edição 2019, numa conexão do espaço-tempo do agora e do território online com as memórias de um passado recente, em que era possível levar o público presencialmente dos teatros para dentro das residências. A programação de espetáculos começa no dia 7, às 19h, com a peça convidada “Mata Rasteira”, do Grupo Caras Pintadas. O trabalho é um encontro poético e político com o universo do teatro e da cultura afro-brasileira, utilizando a musicalidade e corporeidade da capoeira.

De sábado até a quinta, sempre às 19h, serão apresentados os espetáculos “Deixa Ser Eu” do grupo 7ª Arte do Vale do Recife/PE (8), “InTerno” da Companhia de Circo Pétalas ao Vento  de Salvador/BA (9), “Glória em um Lugar Solitário”, da Cia Chicaboomchic  de São Caetano do Sul/SP (10), “Antigamente é Quando?” da Cia Pierrot Lunar de BH/MG (11), “3 a 1”, do artista Cleyton Cabral do Recife/PE (12) e, na última noite de programação, 13 de maio, a peça “INcômodos”, do Corpo Coletivo e o Andar de Baixo de Juiz de Fora/MG.

Além disso, chegando nas casas com todo aconchego no horário do almoço, o festival traz mais artistas convidades pela curadoria. Na terça, dia 11, ao meio-dia, a carioca Inepta Cia. apresenta “Tem um palhaço na minha casa”. Já na quinta, dia 13, no mesmo horário, é a vez de “Amélia”, criação do coletivo Menina Miúda Produções de Manaus/AM.

SOBRE FESTIVAL DE TEATRO EM CASA

Lembram do cafezinho quentinho, do cheiro do pão de queijo saindo do forno? E a manteiga derretendo no bolo de fubá? Hum… Então já vem chegando porque o  2º Festival de Teatro em Casa (Edição Virtual) declara que está com as portas abertas para receber a arte em nossas casas! O Festival de Teatro em Casa nasceu em 2019 e todos os espetáculos que se apresentaram em sua 1ª edição tiveram em sua essência o conceito de serem espetáculos teatrais pensados para serem apresentados em residências, assim, circularam por diversas casas da cidade de Belo Horizonte apresentações teatrais concebidas nessa proposta. Em 2021 o Festival de Teatro em Casa permanece com a sua essência, porém dessa vez sendo veiculado no formato digital.

FICHA TÉCNICA

Idealização: Cris Diniz.

Coordenação geral: Laís Penna.

Coordenação de produção: Stephanie Cunha.

Coordenação técnica: Cris Diniz.

Coordenação de comunicação: Bremmer Bramma.

Gestão de redes sociais: Joy Athie e Carlos Andrei.

Edição de vídeos: Luísa Machala.

Design gráfico: João Vasconcelos.

Intérprete Libras (espetáculos): Dinalva Andrade e Uziel Ferreira.

Intérprete Libras (conversa de abertura): Dinalva Andrade.

Convidados da conversa de abertura: Ana Cristo, Ana Régis, Mônica Baptista e Rodrigo Negão. Mediação: Laís Penna.

Espetáculos: 7ª Arte do Vale, Cleyton Cabral, Cia. Chicaboomchic, Cia. Pierrot Lunar, Companhia de Circo Pétalas ao Vento, Corpo Coletivo e OAndarDeBaixo, Grupo Caras Pintadas, Inepta Cia. e Menina Miúda Produções.

Assessoria jurídica: Eduardo Rezende e Marina Florentino  (Drummond e Neumayr Advocacia).

Assessoria contábil: Welington Carvalho (ContCultural).

Curadoria: Cris Diniz, Laís Penna e Stephanie Cunha.

PROGRAMAÇÃO

06/05 (quinta-feira) às 19h – Conversa de Abertura – “Do palco para a sala de estar: a experiência do teatro em casa”

07/05 (sexta-feira) às 19h – Espetáculo “Mata Rasteira” – Grupo Caras Pintadas (BH/MG) – Com tradução em Libras

08/05 (sábado) às 19h – Espetáculo “Deixa ser eu” – 7ª Arte do Vale (Recife/PE)

09/05 (domingo) às 19h –  Espetáculo “InTerno” – Companhia de Circo Pétalas ao Vento 

10/05 (segunda-feira) às 19h – Espetáculo “Glória em um lugar solitário” – Cia. Chicaboomchic (São Caetano do Sul/SP)

11/05 (terça-feira) ao 12h – Experimento “Tem um palhaço na minha casa” – Inepta Cia. (Rio de Janeiro/RJ)

11/05 (terça-feira) às 19h – Espetáculo “Antigamente é quando?” – Cia. Pierrot Lunar (BH/MG)

12/05 (quarta-feira) às 19h – Espetáculo “3 a 1” – Cleyton Cabral (Recife/PE)

13/05 (quinta-feira) ao 12h – Experimento “Amélia” – Menina Miúda Produções (Manaus/AM)

13/05 (quinta-feira) às 19h – Espetáculo “INcômodos” – Corpo Coletivo e o Andar de Baixo (Juiz de Fora/MG)

ESPETÁCULOS

Nome do espetáculo: 3 a 1

Nome do grupo/artista: Cleyton Cabral

Local: Recife/PE

Duração do espetáculo: 18 minutos

Sinopse: Um funcionário público que se ressente por ter sido abandonado simultaneamente por três amantes. Na frustração do abandono, ele expõe a sua desilusão diante de uma vida ilusória, um falso glamour para proteger a autoestima. A peça acontece numa casa modesta e dura o tempo de preparo de um cuscuz. 

Direção: Cleyton Cabral

Assistência de direção: Hilda Torres, Luciana Pontual e Plínio Maciel.

Dramaturgia: Cícero Belmar

Elenco: Cleyton Cabral

Figurino: Cleyton Cabral

Captação de imagem: Ricardo Maciel

Classificação indicativa: 12 anos

Nome do espetáculo: Amélia

Nome do grupo/artista: Menina Miúda Produções

Local: Manaus/AM

Duração do espetáculo: 8 minutos

Sinopse: O espetáculo “Amélia” conta a história de uma mulher que se encontra presa num sótão para se proteger de uma guerra que domina o mundo e sua única companhia é a Amélia.  Mas neste sótão existe apenas esta mulher e suas caixas vazias. Seria Amélia real ou pura fantasia da mente desta mulher? Há que ponto as situações que acontecem em nossa vida são reais ou fantasias?

Direção: Cairo Vasconcelos

Dramaturgia: Cairo Vasconcelos

Elenco: Cairo Vasconcelos

Iluminação: Cairo Vasconcelos e Emília Pontes

Cenografia: Emília Pontes, Cairo Vasconcelos e Pabi Xavier

Figurino: Cairo Vasconcelos

Trilha sonora: Cairo Vasconcelos e Emília Pontes

Captação de imagem: Emília Pontes e Cairo Vasconcelos

Captação de áudio: Emília Pontes

Edição: Cairo Vasconcelos 

Ficha técnica completa (outras informações):

Concepção Cênica: Pabi Xavier e Cairo Vasconcelos

Boneca: Claudia Marques

Manipulador: Cairo Vasconcelos

Classificação indicativa: Livre

Nome do espetáculo: Antigamente é quando?

Nome do grupo/artista: Cia. Pierrot Lunar

Local: Belo Horizonte/MG

Duração do espetáculo: 30 minutos

Sinopse: Em isolamento há vários meses, Lara e Gui arrumam a casa e desarrumam a vida. A rotina do dia-a-dia se mostra frágil diante da intensa convivência no confinamento. Escolhas feitas em mais de 20 anos de relacionamento revelam-se agora um incômodo. Mas antigamente não. Antigamente, quando? Quando namoravam? Antes do último carnaval? 

Direção Compartilhada: Ana Régis, Neise Neves e Léo Quintão

Dramaturgia: Ana Régis

Assistência de direção e de dramaturgia: Arthur Barbosa

Elenco: Neise Neves e Léo Quintão

Iluminação: Léo Quintão e Kaká Corrêa

Cenografia: o grupo

Figurino: o grupo

Trilha sonora: (música IDENTIDADE executada ao vivo): Neise Neves

Captação de imagem: os próprios atores

Captação de áudio: os próprios atores

Edição: sem edição

Ficha técnica completa (outras informações):

Classificação indicativa: Livre

Nome do espetáculo: Deixa ser eu

Nome do grupo/artista: 7ª Arte do Vale

Local: Recife/PE

Duração do espetáculo: 20 minutos

Sinopse: DEIXA SER EU é um espetáculo que integrou o movimento “teatro em casa”, e se tornou um experimento gravado, com duração de 20 min, onde acompanhamos as cenas em vários planos sequências de histórias que representam a violência psicológica, os traumas e as consequências das vivências de seus personagens.

Direção: Marcelo Oliveira

Dramaturgia: Marcelo Oliveira e Greyce Braga

Elenco: Marcelo Oliveira e Greyce Braga

Iluminação: Marcelo Oliveira

Cenografia: Marcelo Oliveira

Figurino: Marcelo Oliveira

Captação de imagem: William Oliveira

Captação de áudio: Juliana Aguiar

Edição: William Oliveira

Ficha técnica completa (outras informações):

Direção de fotografia: William Oliveira

Fotografia Still: William Oliveira

Classificação indicativa: 14 anos

Nome do espetáculo: Glória em um lugar solitário

Nome do grupo/artista: Cia. Chicaboomchic

Produção: Mayara Dias

Local: São Caetano do Sul/SP

Duração do espetáculo: 1 hora

Sinopse: Em 2006, Gloria, um artista transformista, revisita os últimos anos de sua vida enquanto prepara o jantar e espera uma ligação. Glória constrói uma linha de pensamento com o público, desenvolvendo uma narrativa de vida, amor e compartilhamento.

Glória é um e são tantos, que dos seus cantos solitários e vazios cria vida e arte, sendo resistência em tempos tão hostis. Docu-drama sobre A. L´ellis, ator transformista e cobrador de ônibus na Grande São Paulo dos anos 80 e 90 sendo figura marcante no imaginário coletivo de ABC Paulista.

Direção: Celso Correia Lopes

Dramaturgia: George Vilches

Elenco: George Vilches

Iluminação: o Grupo

Cenografia: o Grupo

Figurino: o Grupo

Trilha sonora: o Grupo

Captação de imagem: Marco Aurélio Domingues

Captação de áudio: Marco Aurélio Domingues

Edição: Marco Aurélio Domingues

Operação de vídeo e áudio: Beatriz Assis

Ficha técnica completa (outras informações):

Comunicação: Mayara Dias

Visagismo: O grupo

Apoio: Raphael Bueno Cura

Classificação indicativa: 10 anos

Nome do espetáculo: INcômodos

Nome do grupo/artista: Corpo Coletivo e OAndarDeBaixo

Local: Juiz de Fora/MG

Duração do espetáculo: 1 hora

Sinopse: Três mulheres atravessadas por incômodos que preenchem seus dias, suas cabeças e suas casas. O espetáculo INcômodos convida a plateia a ser cúmplice de pensamentos que nos tomam por completo no ambiente de intimidade do lar. Criado pelo Corpo Coletivo, já ocupou mais de 30 residências de Juiz de Fora, Tiradentes, São João del Rei, Ouro Preto e São Paulo. Em 2020, o trabalho ganhou versão digital, cumprindo temporada ao vivo no espaço virtual OAndarDeBaixo e no Quarentena Festival Internacional (SP).

Direção: Hussan Fadel.

Dramaturgia: Hussan Fadel.

Elenco: Carú Rezende, Pri Helena e Rebeca Figueiredo.

Iluminação: Corpo Coletivo.

Cenografia: Corpo Coletivo.

Figurino: Corpo Coletivo.

Trilha sonora: Corpo Coletivo.

Captação de imagem: Gabriel Bittencourt e Vinícius Cristóvão.

Captação de áudio: Hussan Fadel.

Edição: Gabriel Bittencourt.

Artes gráficas: Gabriel Bittencourt.

Classificação indicativa: 14 anos.

Nome do espetáculo: InTerno

Nome do grupo/artista: Companhia de Circo Pétalas ao Vento

Local: Salvador/BA

Duração do espetáculo: 27:36 minutos

Sinopse: Interno é uma produção audiovisual híbrida, convergindo técnicas circenses num projeto de videodança e trazendo aspectos do teatro documental, tendo como principal característica o uso de fatos e memórias como fontes primárias para a sua elaboração. Assim, a produção artística foi concebida como resultado de entrevistas gravadas acerca das memórias e sensações que relatam os problemas sociais e politicos decorrentes do momento atual. Filmado durante o isolamento social InTerno fala das histórias sobre as experiências do confinamento, dos ternos sentimentos que nos puseram mais próximos virtualmente, ainda que distantes geograficamente.

Direção: Bruno Zambelli; Lara Böker

Dramaturgia: Marthinha Böker

Elenco: Marthinha Böker, Lara Böker e Dougla Rodrigues

Vozes de: Aldren Lincoln, Anderson Santana, Cíntia Sant’Anna, Douglas Rodrigues, Felipe de Gois, Fernanda Carvalho, Lara Böker, Maíra Tukui Ribeiro, Maicon Canário, Marília Daniel, Monick Solano da Costa, Patrícia Leitão, Roquildes Júnior. 

Iluminação natural

Cenografia: Companhia de Circo Pétalas ao Vento

Figurino: Companhia de Circo Pétalas ao Vento

Trilha sonora: Todas músicas de domínio público 1. Gymnopedie no 3 by Wahneta 2. Didgeridoo Drums – Electro Organico 3. Whimsy Groove AFRICAN BACKGROUND Music ETHNIC African DRUMSE 4. Habanera by Bizet 5. Cha Cappella – Jimmy Fontanez, Media Right Productions 6. Danse Morialta – Kevin MacLeod 7. Acoustic Folk Instrumental – Hyde 8. Infados AFRICAN BACKGROUND Music ETHNIC Music African DRUMS 9. Danse Morialta – Kevin MacLeod. 

Edição e finalização de áudio e inclusão dos áudios gravados: Marthinha Böker.

Captação de imagem: Bruno Zambeli e Paterson Franco. 

Edição: Victor Mota

Ficha técnica completa (outras informações):

Montagem: Marthinha Böker e Victor Mota

Concepção: Marthinha Böker

Artistas-criadores: Douglas Rodrigues, Lara Böker e Marthinha Böker

Classificação indicativa: 12 anos

Cleyton Cabral
www.cleytoncabral.com

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